sábado, 27 de maio de 2017

O mundo de hoje

O mundo de hoje está dividido entre ONGs e voluntários que fazem todo o tipo de ação colaborativa, solidária ou de proteção a bens públicos X pessoas egoístas que só visam o bem próprio; empresas e empresários inescrupulosos que poluem, exploram o trabalho alheio e burlam as leis X aquelas(es) que olham para a sociedade e o Estado como o ambiente sagrado de seu desenvolvimento; pais que educam e dão amor a seus filhos X filhos abandonados por seus pais e adotados pela marginalidade; pessoas violentas, brutas e ignorantes, que repelem o belo e não questionam a razão de suas vidas X poetas sensíveis à natureza e à beleza escondida nos menores gestos humanos; pessoas que amam e permitem ser amadas X os que nunca encontrarão o amor por serem movidos pelo ódio, a si próprios e aos outros; visionários que transformam o mundo com suas ideias X talentos desperdiçados pelas mais estupidas razões e circunstâncias; religiosos que exercem a sua fé x descrentes de tudo; os que encontram sentido no trabalho X aqueles para quem o trabalho não faz sentido; os que sonham X os que se resignam; uns tantos que chegaram onde queriam X muitos outros que não fazem ideia pra onde ir; os que são X os que somente estão por aí. 

Na verdade, o mundo de hoje divide-se como sempre se dividiu: entre o bem e o mal, os bons e os maus, o bom e o ruim, o certo e o errado, o positivo e o negativo...não há meio termo entre os seus polos.

domingo, 7 de maio de 2017

Ah, a amizade...

A amizade...ah, os amigos...
A amizade parece até uma derivação do ar, esse estado da natureza normalmente ausente aos sentidos e, ao mesmo tempo, tão essencial. É etérea e oscilante, como também oscila a pressão e a temperatura do ar. Num instante estamos tão próximos a um amigo, numa relação de intensa proximidade, que não conseguimos imaginar a vida sem ele, até que a distância de espaço ou interesses, o tempo, ou ambos, nos mostram que a amizade, assim como o vento, se dispersa e se esvai. Sentimos a ausência de uma boa amizade que se distanciou, como o frio do inverno faz lembrar o bom calor do verão. A falta daquela intimidade conquistada, da confiança natural que nos faz confidentes mútuos, que divide planos, tragos e boas risadas. Nem sempre os amigos ficam por perto, ou ficamos perto deles. Ao contrário, o normal é que os caminhos se desencontrem e que durante o caminho os amigos venham e vão, novos em lugar dos antigos, os que reaparecem e se tornam velhos amigos novos. Porque a amizade tem isso também, amigos que perdem o contato e reaparecem depois de muito tempo, não são mais íntimos, são quase estranhos, que voltarão a ser tão amigos ou não... A amizade também é uma forma de amor, a ponto de poder se confundir com o desejo e a paixão, como às vezes podem ser confusas a amizades entre homens e mulheres, por exemplo. Esse amor entre amigos, sem desejo nem ciúmes, de querer o melhor pro outro sem cobrar pra si, de querer doar mais que receber, de se regozijar com a felicidade de quem se quer bem, como a um irmão que se pode escolher, é uma dádiva e uma raridade, que ao lado do amor de casal e familiar é o que mais nos aproxima da felicidade. Agradeço aos meus grandes amigos de hoje - que são poucos -, sinto falta de muitos de outros tempos, e ainda quero conquistar mais alguns valiosos no tempo que me resta. Que os bons ventos nos tragam sempre as melhores amizades!

sábado, 15 de abril de 2017

Sempre lembraremos, Dona Ivone...

"A QUEM AMO

Lembra-te de mim
ante a natureza,
bela e perfeita a cada instante;
amo a beleza
e, como eterno andante,
nela certamente buscarei abrigo.

Lembra-te de mim
ante a grandeza
dum pintor, dum poeta ou musicista;
verás, surpresa, 
que, sem ser artista,
o amor à arte convive comigo.

Lembra-te de mim
numa criança,
com ela sempre cruzo em meu caminho.
É a esperança 
revestida de carinho
que faz morada em coração amigo.

Lembra-te de mim
na alegria,
pois gosto de te ver sorrindo.
Vive a magia
do teu mundo lindo,
que por te conceder, a Deus bendigo.

Lembra-te de mim
na tristeza,
superando tudo o que te faça triste.
Crê na certeza
de que o amor persiste
e mais que nunca eu estarei contigo!

Lembra-te de mim..." (Ivone Selistre)

domingo, 2 de abril de 2017

Encontro e despedida

Nestes dias, aprendi que cada encontro também pode ser uma despedida, e que o melhor a fazer é olhar nos olhos de quem se gosta e deixar isso transparecer, por um instante que seja, porque esses mesmos olhos podem estar fechados em definitivo da próxima vez em que a encontrar...


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Não é amor, é sexo!

"A gente não faz amor, fazemos sexo!", respondeu ela, categoricamente, pra surpresa dele. E estava certa, ele pensou, porque se amavam, mas o que faziam era sexo. Apesar de tanto tempo, ainda era o desejo que os aproximava fisicamente, enquanto o amor os mantinha juntos. Não era para atender as obrigações conjugais, tampouco havia dias, horários ou rituais predeterminados. O sexo decorria apenas da mais pura vontade, e era frequente pois se desejavam permanentemente. Não necessitavam de cenários, fantasiar ou de outro tipo de recurso para criar o clima apropriado. Palavras eram desnecessárias, assim como jogos preliminares de sedução, bebida ou qualquer tipo de estímulo externo. Buscavam, e alcançavam, apenas a intensidade em si mesmos, pelo contato, o imediato entre si, seus corpos, no prazer de cada um somado ao do outro. O amor aguardava sua vez do lado de fora do quarto, chegando depois para o sono dos dois, para seguir a vida no dia seguinte. Não havia obscenidades, porque tudo era natural, nem vergonhas, porque se viam no outro, sendo como que um só, completando-se, transbordando-se. Sempre era como se fosse a última vez, não apenas uma vez mais. Nem sempre tão bom, mas nunca insosso, jamais triste. Definitivamente, amavam-se e por isso se mantinham juntos através dos anos...mas o que faziam era sexo!

domingo, 8 de janeiro de 2017

Diário de viagem: Uruguay, janeiro 2017

Saída domingo, 01. Janta com M.B&M. na Churrascaria Lobão, em Pelotas, e pernoite no Motel Arizona. Partida pela manhã do dia 02, rumo a Punta del Diablo, via Chui. Chegada na Posada Luna de Miel (proprietária Natalia) e praia ao final da tarde. Saída na manhã do dia 03, rumo a Punta Ballena, via Ruta 10 (costeira), passando por Laguna Garzon, José Ignacio e Punta del Este. Chegada no Dalarna Sma Hotel e passeio na Casa Pueblo e Punta del Este, jantando com M.B&M. Manhã de 04 saindo para Colonia del Sacramento, via Montevideo (perimetral) e Ruta 1, com chegada à tarde na Posada del Angel. Passeio a pé pelas ruas do casco histórico, bebericagem ao pôr do sol e janta no El Drugstore. Manhã do dia 05 de praia em Colonia, pôr do sol no Bistrô Queriendote, janta no El Drugstore, música e dança à noite nas ruas da cidade (jazz e salsa). Partida na manhã do dia 06, com destino a La Pedrera, via Ruta 11 (por Canelones). Chegada à La Pedrera à tarde, sem encontrar lugar para pernoitar. Idem em La Paloma, sem qualquer tipo de estadia disponível (nunca vá ao litoral uruguaio nessa época sem reserva de hospedagem!). Pernoite "salvador" em hotel 1🌟 de Rocha, na beira da Ruta 9. Saída na manhã do dia 07 para o Chuy, com visita e fotos no Parque Santa Tereza. Parada no Chuy para compras (vinhos) e almoço. Retorno e chegada em casa à noite.

*esse diário tem o objetivo único de registrar o nosso itinerário de uma viagem que fizemos. Não contém opiniões pessoais sobre os lugares visitados, mas todos os lugares referidos são recomendados pra quem quiser ir ter suas próprias experiências - altamente recomendáveis.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Feliz Ano Novo!

Um ano pode passar quase desapercebido pela rotina dos dias e fatos sem grande importância, a ponto de se olhar pra trás e não lembrarmos de algo importante que tenha acontecido ao longo dele.

Um ano pode ser marcante, por outro lado, apenas por um grande acontecimento, de repercussão geral ou pessoal, na vida de alguém.

Vou me despedir desse 2016 sem jamais poder esquecê-lo. Coisas importantes aconteceram no país, como um novo impeachment, uma olimpíada, a prisão de políticos importantes etc. Mas foi no plano pessoal que ele me marcou...

Foi um ano de emoções conflitantes e ressignificados, de perdas e ganhos. De abrir as portas interiores, revelar segredos guardados, tomar decisões em suspenso, de viver expectativas e realidades até então não vividas e, de repente, intensamente sentidas.

No balanço das coisas boas e ruins do ano, o saldo é positivo - obviamente - porque tive saúde, amor e trabalho em plenitude. E mesmo o que não deu certo, deixou lições e proporcionou vivências significativas. Vida e sentimento, viver e sentir, ou viver por sentir, enfim, o sentimento como a essência de estar vivo.

O 2016 foi difícil e intenso, como é a vida, pra quem se dispõe a fazê-la acontecer. Que em 2017 possamos desfrutar os frutos desses esforços realizados e trocar os sonhos alcançados por outros novos, ainda maiores.

Feliz Ano Novo!