A música é sua!

Assisti recentemente ao documentário Oasis: Don't look back in anger (recomendo!), que trata da turnê de retorno da banda em 2025, após mais de 15 anos inativa por desentendimentos entre os irmãos Gallagher. O bacana desse documentário é que ele traz várias histórias de fãs que, em algum momento da vida, se apropriaram de alguma canção do Oasis e a fizeram como companheira de momentos bons ou difíceis. Eles iam reencontrar seus ídolos em cidades da turnê não como saudosistas ou admiradores apenas, mas como cúmplices desses artistas, porque agora as músicas também eram deles. A película mostra o que todos sabemos, seja como público ou compositores: a música depois de criada continua tendo autor, mas não tem mais dono. Ela passa a ser de todos e de qualquer um que com ela se identifique e lhe agregue o significado da sua própria experiência, de seus sentimentos e do sentido que lhe seja mais pessoal. A música é sua! Muitos compositores de renome afirmam existir uma certa magia, ou algo sobrenatural na forma como o ato de criação de uma canção muitas vezes acontece, sem que saibam explicar de onde aquela ideia surgiu, ou a letra toda de uma só vez, ou uma melodia tão especial. Talvez porque sirvam mesmo apenas como uma antena que recebe uma mensagem para ser transmitida a aqueles que necessitam dela, como uma esperança, um alento, um caminho ou apenas uma alegria para ser assobiada numa bela manhã de domingo. Viva a música!

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