2025

O ano de 2025 se despede na correria típica até a chegada do Natal e de um breve período de descanso. Não sou de fazer balanços do que passou em cada ano e nem planos para o próximo, mas vou registrar aqui - ao menos para mim mesmo - alguns momentos importantes na minha vida neste ano. O primeiro, lá no início do ano, a parceria na letra de uma música com o amigo Dani Israel chamada "Todo um novo amor", gravada com um timaço de amigos músicos num ambiente de criatividade fluida no estúdio e que resultou, modéstia à parte, numa bonita canção. A possibilidade de ver uma obra sendo construída a partir de palavras e sons é algo único, uma grande realização pra mim que sempre tive pretensões de compor. Tenho muita gratidão pelo Dani ter topado essa empreitada com alguém pouco experiente, ao contrário dele que já tem uma longa estrada compondo seus próprios temas. O segundo momento do ano, esse triste, foi a perda da minha vó Olmira aos seus 101 anos. Ela que considero minha segunda mãe, porque sempre gostei de estar na companhia dela e do meu avô (anteriormente falecido) desde quando consigo me lembrar. A propósito, minha primeira lembrança de infância é entrando em sua cozinha, abrindo a porta do armário e tirando todas as panelas para fora, até cortar o meu dedo em um ralador e chorado muito. Sinceramente, senti um certo alívio em ver minha querida vó descansar o corpo que já não lhe servia e a mente que ultimamente era só confusão e medo. Uma perda sentida, que fortalece minha visão sobre a passagem de cada um - não necessariamente breve -, e sobre o que vale a pena viver e ter consigo ao final da vida. Por último, ter assistido (junto com a Cacá) a um dos grandes shows da minha vida e ter participado de algo como um portal do tempo aberto no estádio do Morumbi(s) para que o Oasis, com a formação completa, nos transportasse novamente à década de 90 e a toda a verdade daquela época, ao mesmo tempo agressiva e tão autêntica. A música sempre teve e terá um papel fundamental na minha jornada, mas às vezes importa mais o papel do artista do que a música que ele cria - embora nem sempre seja o caso -, porque, por vezes, é a atitude que nos emociona e significa. Estar naquele estádio com outras 70 mil pessoas, abraçado na minha parceira de vida e celebrando a música daquela época, ainda tão atual e necessária, foi outro grande momento de 2025 para sentir-se...vivo! Enfim, houve vários outros momentos igualmente importantes no ano que está passando, mas esses são uma boa mostra de que a vida segue com seus altos e baixos, como tem que ser, e que devemos aproveitar os bons momentos e saber o que aproveitar dos momentos difíceis, afinal, tudo isso é um belo aprendizado...

Feliz Natal e um grande 2026!


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A escolha de ser Luís Fernando Verissimo

Quem você queria ser…na sua infância? Ou o que a criança que você foi queria pra você?

Porque não sou um maratonista