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Na madrugada do que seria um lindo sábado de sol, faleceu ontem o escritor, cartunista e músico Luís Fernando Veríssimo, aos 88 anos de idade, em Porto Alegre. Não superou o agosto, depois de vários dias internado tratando um quadro de pneumonia. Logo as redes sociais e os meios de comunicação foram tomados sobre informações da vida e obra do escritor gaúcho, com suas frases carregadas de ironia e profundidade, a timidez nas raras entrevistas e a unanimidade sobre o seu talento em crônicas humoradas do nosso cotidiano. Foi curioso saber, dito por ele, que começou a escrever tarde, somente aos 30 anos, em dúvida se deveria ser um escritor como o seu pai, Érico. De fato, embora tenha escrito algumas novelas e romances, destacou-se mesmo no ofício de cronista e contista, com personagens marcantes como o detetive sem glamour Ed Mort e o pitoresco Analista de Bagé. Também me chamou a atenção uma de suas frases: “vivemos cercados pelas nossas alternativas, pelo que podíamos ter sido”. ...
Você cumpriu o sonho da sua criança anterior? A que você foi antes de ser adulto. Aquela que tinha a vontade mais genuína do futuro que queria pra você. Antes dos testes vocacionais, das profissões da moda, de ter de fazer algo para pagar as contas, das conveniências que te impuseram ou que você aceitou, daquilo o que deu pra conseguir. Você acredita que aquela criança aprovaria as escolhas que você fez? Ela se alegraria em ver quem você é hoje, quem você se tornou? Ela teria orgulho da vida que você conquistou pra ela? Espero que sim, por ela e por você. Mas não se preocupe se as coisas saíram muito diferentes e ela talvez não aprovasse o que você fez com o futuro dela, afinal ela era só uma criança, não é? Não é?! Enfim, mesmo que você não tenha se tornado o astronauta ou o bombeiro que a sua criança queria ser, e que não haja mais tempo para uma tal correção de rumo, sempre haverá como se reconectar a ela pelos olhos dela, na forma simples de ver o mundo e o que realmente importa, s...
A tragédia climática que atingiu recentemente o Rio Grande do Sul nos mostrou um pouco do custo das nossas escolhas, como espécie humana. Alertas da ciência não faltaram e são cada vez mais alarmantes - com o perdão da redundância - sobre as trágicas consequências do aquecimento global para o planeta que habitamos e para nós, obviamente, ainda que sejamos os causadores desse estrago ambiental. Para alguns cientistas já teríamos atingido o ponto de não-retorno e, portanto, já seria tarde demais; para outros - ufa! -, ainda há tempo de frear ou minimizar o impacto das mudanças climáticas. De qualquer forma, por incrível que pareça, esse debate ainda parece se restringir aos círculos científicos, ou a políticos e ativistas radicais ou "de esquerda", tantas vezes ridicularizados por "insistirem em fazer drama" ao invés de se renderem às maravilhas do progresso econômico sem limites. Parece que não somos capazes de, coletivamente, nos dedicar a evitar o colapso do planet...
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