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Reencontro TSEX
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Vídeo do reencontro da Banda TSEX num almoço de domingo (abril/2010). Já nos prometemos fazer um show de 10 anos da banda ano que vem...Detalhe: o Alvaro tocando numa bateria de criança...é bom esse guri!
Na madrugada do que seria um lindo sábado de sol, faleceu ontem o escritor, cartunista e músico Luís Fernando Veríssimo, aos 88 anos de idade, em Porto Alegre. Não superou o agosto, depois de vários dias internado tratando um quadro de pneumonia. Logo as redes sociais e os meios de comunicação foram tomados sobre informações da vida e obra do escritor gaúcho, com suas frases carregadas de ironia e profundidade, a timidez nas raras entrevistas e a unanimidade sobre o seu talento em crônicas humoradas do nosso cotidiano. Foi curioso saber, dito por ele, que começou a escrever tarde, somente aos 30 anos, em dúvida se deveria ser um escritor como o seu pai, Érico. De fato, embora tenha escrito algumas novelas e romances, destacou-se mesmo no ofício de cronista e contista, com personagens marcantes como o detetive sem glamour Ed Mort e o pitoresco Analista de Bagé. Também me chamou a atenção uma de suas frases: “vivemos cercados pelas nossas alternativas, pelo que podíamos ter sido”. ...
A tragédia climática que atingiu recentemente o Rio Grande do Sul nos mostrou um pouco do custo das nossas escolhas, como espécie humana. Alertas da ciência não faltaram e são cada vez mais alarmantes - com o perdão da redundância - sobre as trágicas consequências do aquecimento global para o planeta que habitamos e para nós, obviamente, ainda que sejamos os causadores desse estrago ambiental. Para alguns cientistas já teríamos atingido o ponto de não-retorno e, portanto, já seria tarde demais; para outros - ufa! -, ainda há tempo de frear ou minimizar o impacto das mudanças climáticas. De qualquer forma, por incrível que pareça, esse debate ainda parece se restringir aos círculos científicos, ou a políticos e ativistas radicais ou "de esquerda", tantas vezes ridicularizados por "insistirem em fazer drama" ao invés de se renderem às maravilhas do progresso econômico sem limites. Parece que não somos capazes de, coletivamente, nos dedicar a evitar o colapso do planet...
A você, meu amigo, peço desculpas e compreensão. Por ter te levado a passar por tantas coisas comigo, que muitas vezes não fizeram bem a você. Tê-lo feito correr riscos e até a se machucar e adoecer. Pegar sol demasiado ou tiritar de frio, molhar-se na chuva e tomar sereno, descumprindo as recomendações maternas. Virar noites em bares com outros amigos, às vezes bebendo além da conta e ouvindo bobagens que ninguém merece e devaneios de todo tipo, apenas para me acompanhar na boemia, pagando o preço das ressacas matinais. Ou noutro extremo, te fazendo trabalhar em excesso, testando os limites do que é saudável para levantar o dinheiro gasto comigo. Te fazendo comer de tudo, nem sempre do melhor e até coisas que eu mesmo preparei pra você. Por ter te levado junto em ocasiões chatas, a roubadas e a grandes perdas de tempo. Desculpe-me! Mas teve o que foi bom, reconheça! Comigo, viajamos a lugares incríveis, vivemos grandes momentos para lembrar, provamos muitos sabores, dançamos e fizemos...
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