segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Feliz 2015!?

O blog retorna das férias e do carnaval para retomar suas atividades normais (?) em 2015. Mas, tenho que confessar, estou acompanhando o clima de pessimismo que assola o país desde o final do ano passado, quando o mais recente - e talvez o maior de todos - escândalo de corrupção, envolvendo a maior empresa brasileira, ou que o era, deixou a população abestalhada com sua dimensão, o governo sem saber o que fazer e a economia, que já vinha cambaleante, temendo os efeitos desta e de outras péssimas notícias que se somam diariamente: alta da inflação e do dólar, aumento das tarifas públicas e do combustível, atividade industrial caindo continuamente, desemprego crescente, enfim, a coisa tá braba. Nós, até faz pouco, éramos até invejados como a vedete dos investidores internacionais, o país emergente que decolava como a célebre capa da revista Economist, em que a estátua do Cristo Redentor levantava vôo feito um foguete. Agora, somos vistos com desconfiança pelo mundo, que já voltou os olhos a outros mercados preferenciais. Não alcançamos o objetivo do desenvolvimento, a que fomos levados a crer, embora, de forma muito cara e pouco sustentável, tenhamos conseguido reduzir um pouco da nossa desigualdade social. Viver num ambiente assim, de extremo pessimismo quanto ao futuro do país, acaba nos contagiando em relação às nossas escolhas pessoais e profissionais, até quanto a haver decidido viver num Brasil que, parece, nunca terá solução. E se essa solução passa por um povo receber a educação necessária para enfrentar e superar períodos difíceis, tanto pior, porque não vejo isso acontecendo, senão que apenas uma população interessada em consumir a qualquer custo, na esteira de pacotes assistenciais e nitidamente eleitoreiros, em meio a uma extrema pobreza cultural e à carência de valores necessários para uma nação se sustentar. É duro admitir, mas se pudesse voltar no tempo e recomeçar, considerando o que vejo hoje, provavelmente optaria por tentar a vida noutro país para gozar da segurança e estabilidade de um lugar realmente civilizado. No entanto, reconheço que o momento de pessimismo nos abate, mas tende a ser transitório, nos levando a um comportamento de readaptação e a novas formas de convivermos com a realidade brasileira que, convenhamos, nunca foi estável nem previsível. Desculpe, então, meus amigos, se só escrevi mais do mesmo desses dias. E só para deixar claro, sou um otimista...Feliz 2015!