terça-feira, 24 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL!


O Natal me traz uma nostalgia boa, de quem teve belos natais numa boa infância, junto a uma grande familia, que foi se renovando com perdas sentidas e novos acréscimos. Dias de expectativa pela noite de Natal, muito pelos presentes esperados, mas também pela reunião de pessoas queridas, quando a gente - tão jovem - ainda não sabia dimensionar a finitude das coisas, nem o real valor daqueles encontros e daqueles tempos infantis.

Por isso que o Natal, pra mim, é um momento de encontro familiar, uma celebração junto aos nossos para renovar o amor que nos une, simbolizado pela familia de Jesus em seu nascimento.

Desejo a todos os meus amigos e amigas um Feliz Natal junto a seus familiares e que desfrutem de mais esses valiosos momentos juntos.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Diário de viagem - New York City, 7 a 16/11/2013

NY - Dia 1:
Metro até Ferry Station, Lower Manhatan
Ferry até Staten Island com vista da Estatua da Liberdade e dos prédios de Manhatan
Caminhada pelo Battery Park
Fotos no touro de Wall Street
Trinity Church
Local das torres gêmeas atingidas no 11/09 (não entramos no memorial pela fila)
Parada pra uma Guiness e almoço no Jim
Subida pela Broadway ate a St Paul Church
Passada por Chinatown
Tribeca e Soho (quarteirão histórico)
Parada pra descanso no pub do Bob (Fanelli Cafe), onde conhecemos o Anthony - produtor de cinema que já foi casado com uma brasileira e conheceu Porto Alegre
Volta pra o Queens











Dia 2:

Metro até 42st Times Square
Passeio pela Times Square
Fila na TKTS pra compra dos ingressos pro espetáculo Phantom of Opera
Beer e almoço no Hard Rock Cafee
Assistimos ao Phantom of Opera no Majestic Theatre
Café
Bar e pub Authoroty of Beer 
Mais TSquare c/ compras
Janta (pasta) em rua paralela à Broadway
Metro de vota pro Queens














Dia 3 (domingo):
Metro pra 5th Avenue Station
Chegada e longo passeio no Central Park
Dakota building e espaço Strawberry Fields no Central Park
Descemos a 5th Avenue até o Rockfeller Center e loja de design do MOMA
Lanche no Mac
Visita ao International Center of Photography-ICP, com as exposições de Lewis Hine e Zoe Strauss
Chopp e crepe no Bryant Park, final da tarde
Pub Oreilly's em rua perpendicular a Broadway
Caminhada até o Flatiron Building e Madison Square Park
Metro pro Queens e janta no Nevada










NY- dia 4:
Metro p/ 14h st station, Union Square
Visita na Guitar Center
Chelsea Market com almoço (salada com frango)
Passeio pela High Line
Caminhada pela 23st até o pub próximo ao Chelsea Hotel e parada pra uma pint
Visita e fotos do Chelsea Hotel
Caminhada ate o Madison Square Park e Flatiron Building
Visita ao Eataly com direito a vinho, muzzarela e presunto italianos
Caminhada ate o Madison Square Garden - show da noite: Eagles (muito caro). Sem ingressos pros jogos do NYKnics
Visita a loja B&H Photo, onde comprei minha Nikon D7000 com kit de lente 18-105mm
Volta pro Queens e janta no Nevada















Dia 5:
Amanheceu com chuva congelada (quase neve) e temperatura próxima de 0o
Pegamos o metro para a 5av Station
Subimos pela 5av, fotografando o Central Park e com muito frio até o MET
Visita ao Metropolitan Museum de NY (destaque para os pintores impressionistas, como sempre) e almoço na Cafeteria do MET
Saímos do MET e fomos ate o Museu Gugenheim pra ver o prédio e a loja
Descemos a Madison St vendo as lojas de grifes famosas
Descanso com Guiness no Bill's Bar
Seguimos descendo até a Times Square para jantar no Bubba Gump - restaurante inspirado no filme Forrest Gump e que serve diversos pratos com camarões
Entrada no Hard Rock Coffee pra um ultimo drink
Metro de volta pro Queens























Dia 6:
Metro pra 5th Av Station
Visita e almoço no MOMA
Metro pro Greenwich Village e passeio pelo bairro
Lanche no ???
Show no Blue Note as 20:00
Metro de volta pro Queens





Dia 7 - 14/11/13
Compras pela manhã no shopping do Queens
Visita ao observatório Top of The Rock no Rockfeller Center
Visita ao Harlem
Drink no LoftHotel, Harlem
Show de Gary Clark Jr no Apollo Theatre com abertura de Alice Smith
Metro de volta pro Queens









Dia 8:
Passeio de barco em torno da ilha de Manhatan - Circle Line
Hot Dog no Pappaias
Passada pela Times Square pra compra de lembranças
Visita ao Lincoln Center
Drink no pub próximo a Columbus Circle
Metro pro Queens
Janta no restaurante do Boca Jrs
Arrumar as malas e voltar










*o melhor de NY não foi captado pela câmera, está nas sensações e impressões que surgem ao andar por suas ruas e bairros, ao cruzar com a sua gente e nos depararmos com tantos contrastes de realidades tão diferentes e ao mesmo tempo parecidas com as nossas, nesta capital do Mundo Ocidental.

sábado, 26 de outubro de 2013

Um pouquinho mais de Vinicius

Um pouquinho mais de Vinicius de Moraes pra celebrar seu centenário de nascimento, agora no seu papel de grande letrista com a musica "Formosa", feita em parceria com Baden Powell e dedicada às mulheres que dizem não...

FORMOSA
Baden Powell - Vinicius de Moraes

Formosa
Não faz assim
Carinho não é ruim
Mulher que nega
Não sabe não
Tem uma coisa de menos no seu coração
A gente nasce, a gente cresce
A gente quer amar
Mulher que nega 
Nega o que não é pra negar
A gente pega, a gente entrega
A gente quer morrer
Ninguém tem nada de bom sem sofrer
Formosa mulher

sábado, 19 de outubro de 2013

Centenário do Poetinha Vinicius de Moraes

Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

E se doer, é porque valeu...

SORTE E AZAR (Cazuza e Frejat)

Tudo é questão de obedecer ao instinto 
Que o coração ensina a ter
Correr o risco, apostar num sonho de amor
O resto é sorte e azar 

Tudo é questão de não se negar nada
A nenhuma força que dê luz, que dê luz, yeh
Seja de Deus ou do Diabo, se for claro
É só pagar pra ver, é só pagar pra ver

E se por acaso doer demais
É porque valeu...
E se por acaso for bom demais
É porque valeu
É porque valeu
É porque valeu...



domingo, 8 de setembro de 2013

O sexo nos dias de hoje

O nosso querido festival de música Moenda da Canção, que se realiza há 27 agostos em Santo Antônio da Patrulha, encerrou a edição deste ano com o show "Sexo e Rock'n Roll", do tremendão Erasmo Carlos. Ele que é um dos maiores compositores da música brasileira, sobretudo pelas canções compostas em parceria com Roberto Carlos, segue na estrada mostrando seu trabalho e mantendo a pegada roqueira, mesmo com seus 70 bem vividos anos. Logo no início do espetáculo, o cara deixa claro que o show é uma homenagem ao sexo e às mulheres, que lhe permitiram desfrutar tantos e lindos momentos ao longo de sua vida, além de família e filhos. Mas a visão do sexo para um septuagenário famoso, que por certo desfrutou muito da aura sedutora dos ídolos, parece ser diferente da de um adolescente ou jovem dos dias de hoje, quando se constata uma certa banalização do relacionamento sexual. Nem falo da questão dos padrões atuais, em que parece cada vez menos importar o padrão dominante, se hetero, homo, bi ou pansexual, e mais a livre opção individual sobre antigos tabus que vão desmoronando a cada novela da Globo. O ponto em que me detenho é sobre a mística, o glamour, o ideal de desejo maior que o sexo perdeu para essas gerações de garotos e garotas que nele se iniciam. Para mim e os da minha geração - como constato, não suponho -, o sexo foi e segue sendo algo de grande importância em nossas vidas, para o que sempre estivemos alertas, imaginamos, fantasiamos, quisemos e, sobretudo, respeitamos! Porque quando éramos nós os adolescentes, tudo o que podíamos fazer - além do que, de fato, nos restava fazer, solitariamente... - era sonhar com o dia em que teríamos acesso ao mundo dos homens que tinham sexo com mulheres (de verdade!). As barreiras eram muitas e a distância parecia invencível para alcançar esse dia. Mesmo que se soubesse quem eram as "gurias que davam", havia um temor sobre o que aconteceria se elas dissessem o sim, tamanho o fascínio que a primeira vez representava para qualquer guri daqueles anos 80. O resultado de tanta expectativa, desejo e espera foi que idealizamos o sexo e o supervalorizamos. Daí o respeito por tudo o que representou no descobrimento da nossa condição masculina, e segue representando, pois, realmente, como eu vim a constatar, é difícil supor melhor
sensação para um ser humano. Hoje em dia, no entanto, o sexo parece ter se tornado, para uns, somente um passatempo desfrutável até entre amigos entediados, ou, para outros, só algo que os casais também fazem, assim como ir ao cinema, comer pizza e ver TV. Nas palavras de prestígio de Vargas Llosa, em seu excepcional "A civilização do espetáculo", o grande escritor e crítico dos tempos atuais fala da perda do Erotismo, entendido como o ritual da sedução, o mens in scene, a ansiosa tensão que visa ao momento da conquista e entrega, possuindo um valor tanto ou mais prazeroso que a prática em si. Segundo ele, o ato por si só, sem a transcendência dada pelo Erotismo, o rebaixa a mero exercício físico, dando margem à vulgaridade e à pornografia, que distorcem o que o sexo teria de sagrado (sem conotação religiosa) para a humanidade. Vale reproduzir - sem trocadilhos! - as palavras de saborosa advertência do Nobel peruano: "separado das demais atividades e funções que constituem a existência, o sexo é extremamente monótono, de um horizonte tão limitado que no final acaba sendo desumanizador. Uma vida imantada pelo sexo, e só por ele, rebaixa essa função a uma atividade orgânica primária, que não é mais nobre nem prazenteira que comer por comer, ou defecar. Só quando a cultura o civiliza e o carrega de emoção e paixão, quando o reveste de cerimônias e rituais, o sexo enriquece extraordinariamente a vida humana, e seus efeitos benéficos se projetam por todas as brenhas da existência. Para que essa sublimação ocorra é imprescindível, como explicou Georges Bataille, que se preservem certos tabus e regras que canalizem e freiem o sexo, de modo que o amor físico possa ser vivido - gozado - como uma transgressão. A liberdade irrestrita e a renúncia à teatralidade e ao formalismo em seu exercício não contribuíram para enriquecer o prazer e a felicidade dos seres humanos graças ao sexo, mas, ao contrario, para banalizá-lo, convertendo em mero passatempo o amor físico, uma das fontes mais férteis e enigmáticas do fenômeno humano". Nada mais.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

#CASO 4: A Srta. Promotora

Eram 9 horas da manhã de uma Terça-feira e eu aguardava a audiência, junto com meu cliente, no corredor do foro central. Seria uma audiência de conciliação num divorcio litigioso. Guarda de filhos, partilha de bens, pensões e rancores envolvidos. Esses momentos que põem as partes em contato para tratar do problema que eles mesmos criaram e que agora desejam ver resolvido pelos advogados, juiz, promotor, toda a maquina judiciária e a própria justiça divina, se Deus quiser...O ofício de advogar nos leva a desenvolver certas habilidades, em especial o exercício do distanciamento. A gente vai aprendendo a se distanciar do fato que é a nossa causa de agir e a causa da aflição do cliente. Separamos a avaliação emocional que nos é dada por sua categorização legal, para daí traçarmos a estratégia jurídica que alcance o resultado esperado, ou o melhor que for possível. Mas o distanciamento exige muita disciplina, e por vezes também somos abatidos pela situação humana com que lidamos, pois não é raro encontrarmos em um caso a sinalização do erro, do engano, da falência da própria condição humana. O amor, que inspira tantos casais, não conta absolutamente nada em uma audiência dessas. Ele é simplesmente ignorado ou, no máximo, utilizado como retórica para quem busca a vantagem de obter a compaixão do juiz e melhorar sua posição contra o desamado oponente. E assim estava eu devaneando já com o cóccix sensível à dureza do banco de espera - que deve ser assim, muito provavelmente, para dissuadir as pessoas a voltarem a buscar a justiça dos homens e resolverem seus problemas como gente civilizada -, quando a audiência foi apregoada. Entramos, nos colocamos frente à frente, advogados e partes, juiz ao meio. No instante em que estranhei a ausência do representante do Ministério Publico, ela entrou. Uma jovem, 30 anos ou quase, magra, cabelo negro na altura dos ombros, olhos igualmente negros que varreram a sala com um breve bom dia, e a altivez marcante de um passo firme e de uma postura ereta incomum para mulheres daquela idade. Parecia muito certa do que fazia, ou viria a fazer. Sem falar mais nada, sentou-se ao lado do juiz e passou a ler suas anotações sobre o caso. Então, antes mesmo do juiz pigarrear, a Promotora dirigiu-se a meu cliente, sem cerimônias: "Então, sr. Cássio, vamos resolver isso hoje?" Respondi de imediato, para fazer notar minha presença e evitar que meu cliente se sentisse acuado: "Sra. Promotora, isso a que Vossa Excelência se refere também é do interesse do meu cliente, mas não depende só dele." Dito isso, ela me fitou no curso de uma pausa e disse com um humor sutil, sustentando o olhar no meu: "Tudo bem, doutor, mas é senhorita, ok?" , e sorriu. Na verdade, sorrimos todos, o gelo foi quebrado e a audiência seguiu sem maiores tensões, resolvendo-se ali o litígio que, acredito, já havia exaurido as forças das partes, facilitando o terreno para mútuas concessões. Ao sair da sala, aguardei a oportunidade e alcancei-a no corredor, pedindo-lhe desculpa e dizendo que só a chamara de senhora por respeito. Ela riu novamente, disse que entendia e que não me preocupasse, arrematando: "Agora você já sabe que sou solteira e sabe também meu nome, prazer Clarissa! Não vai esquecer, dr. José Carlos...a gente se vê por aí, tchau!" E me deixou para trás, assimilando aquelas palavras e tentando censurar o meu ímpeto em acreditar que ela dissera mais do que falara. Voltei dali pro escritório pensando, apenas, por que não?

domingo, 9 de junho de 2013

Despedidas


Já faz tempo que eu acredito que o melhor da vida são os encontros. Mas não há como negar a importância também das despedidas. Na correria do dia-a-dia e na própria dificuldade de falar sobre nossos sentimentos, acabamos geralmente deixando de dizer o quanto gostamos ou admiramos alguém. Outras vezes, ficamos buscando o tal momento certo pra falar sobre isso e, do mesmo modo, vamos deixando pra depois. Até que, por alguma razão que nos afasta dessa pessoa, ficamos sentindo que falhamos em não lhe fazer saber disso. Quando se perde alguém para a morte irreversível e se recorda como foi o último encontro com essa pessoa, a gente tende a questionar se esse momento serviu como despedida, se alguma coisa especial foi dita ou se ao menos um gesto serviu para demonstrar um carinho ou uma reverência a quem se perdeu. E se nada foi dito ou demonstrado, fica a frustação por aquele "dever" para com alguém que merecia sabê-lo e para com a gente mesmo, que tanto queríamos ter dito essas palavras de redenção. Pior ainda quando você percebe que, mesmo tendo convivido por tempo mais que suficiente pra ter lhe falado disso, por inúmeras vezes, não o fez. Hoje eu procuro não perder as oportunidades que surgem para dizer o quanto gosto, admiro ou tenho consideração por alguém, ou, mesmo sem dizer, procuro demonstrar isso com um gesto, uma retribuição ou mesmo dando-lhe sincera atenção - o que também pode ser muito. Mas admito que segue sendo difícil, ao menos para mim, falar de sentimentos àqueles a quem mais quero. Então, enquanto sigo me esforçando em dizer-lhes isso, vou procurando compensar meu silêncio com a dedicação de fazer bons os momentos que dividimos, como se fossem os últimos...

*Post dedicado ao meu querido "Seu Oscar", pai de meu grande amigo Lucas, na casa de quem passei muitos dias da minha infância e juventude, e que enquanto teve forças não hesitava em sair à rua a caminhar para encontrar pessoas e contar-lhes uma boa história, como se para cada um quisesse deixar uma lembrança sua. A ele, a quem encontrei pela ultima vez no meio de uma tarde corrida de trabalho, faço aqui a despedida que me restou. Descanse em paz, Seu Oscar.  

domingo, 19 de maio de 2013

#CASO 3: O filho inconformado


A coisas estão calmas nesta Terça-feira. Valeska retornou a seu birô depois de conversarmos amenidades e dela me revelar, para minha surpresa, que já foi casada, mas que abdicou do casamento quando percebeu que era mais feliz consigo mesma do que com o homem que a ignorava em casa. "Justo", pensei. Não eram os meus melhores dias. Virgínia casara no final de semana anterior, o que me fez retornar algumas casas no meu propósito de voltar a me relacionar com o sexo oposto. Mas, no fundo, fiquei feliz por ela ter encontrado alguém com quem valha se propor a uma vida a dois, nesses tempos tão complicados...por isso fui sincero ao lhes desejar felicidades no cartão. Além disso, não me sinto bem com a situação de complicar a vida dela, colocando meu desejo à frente de sua felicidade. Então, vou levantar as velas e deixar que o vento me leve em direção a outros portos. Soa o telefone, e Valeska me pergunta se pode passar um cliente novo chamado Fábio. Respondo que sim, a porta se abre, o sujeito entra, gesticula uma saudação e senta-se na cadeira à minha frente. Impossível não notar a perfeita simetria no sujeito. Roupas, sapatos, postura, enfim, tudo parecia incrivelmente asseado e no seu lugar, exceto - logo percebi - por uns tiques, como levantar e baixar lenta e ininterruptamente a perna direita e passar a ponta dos dedos pelo lado interno da orelha esquerda. Agora, o cabelo era de tal modo dividido e penteado que só poderia sê-lo com a ajuda de outra pessoa. "Gostou do cabelo?", perguntou irônico. Fiquei sem jeito pela minha indiscrição em reparar nele, mas não perdi a naturalidade. "Desculpa, é que fiquei pensando em como deve ser difícil ter um penteado assim tão bem...alinhado", respondi. "Pois é, doutor, eu não conseguiria sozinho. Na verdade, muitas coisas eu não consigo fazer sozinho, quero dizer, sem a ajuda da minha mãe. E esse é o problema...". Curioso, pedi que falasse. "Então, doutor, tenho 50 anos, sou filho único e ainda moro com minha mãe. Isso não seria um problema, se não fosse o fato de que hoje eu vejo como eu me deixei manipular por ela durante toda a minha vida. Em resumo, doutor, hoje eu sou um bundão por causa da minha mãe". O insólito da situação me fez custar a dizer algo. Entre surpreso e incrédulo, disse que não era nenhum Freud e que esses problemas entre mães e filhos eram coisa pra psicólogo. "Doutor, não sou burro, eu quero é processar minha mãe!". "Processar por que, Fábio?", perguntei com sincera curiosidade. Após um longo suspiro, ele começou a falar pausadamente, com uma nota de resignação. "Olha, doutor, minha mãe sempre me manteve embaixo da sua asa, desde que eu era criança e ela já era viúva. Comprava minhas roupas, me vestia e tomava o tempo que eu deveria passar com meus amigos que, na verdade, eu nunca consegui ter. Isso tudo até pouco tempo, doutor! Mulher, então, nem pensar! Sempre que eu falava de alguma menina, ela reagia com desdém e menosprezo, dizendo que ninguém cuidaria de mim como ela. E assim o tempo foi passando, doutor, e hoje eu tenho 30 anos e sou esse bundão que o senhor está vendo". Percebendo a angústia no cliente, procurei amenizar a situação. "Desculpe, Fábio, mas me parece que sua mãe não é muito diferente de todas as outras, e acho que no fundo o que ela só queria o melhor pra você. E, bom, agora que você já é um homem adulto, nada mais o impede de ir fazer sua vida, não é mesmo?". Ele riu. "Aí que está, doutor, o problema é que eu não consigo mais me separar da minha mãe. Por isso eu quero processá-lá, pra que a Justiça me ajude nisso. Ao mesmo tempo que eu quero deixar de viver com minha mãe, não consigo fazer isso sozinho. O senhor aceita meu caso?" É claro que eu não aceitei. Embora ele tivesse mesmo um problema, aquilo não era um caso. Era só mais uma história de um drama individual, de tantos que eu já ouvira e que já não tinham mais graça pra mim, nem viravam piada em rodas de advogados. Ali da minha sala, olhando as janelas de tantos prédios de apartamentos, fiquei pensando que em cada uma delas haveria alguém convivendo com o seu próprio drama. Solitários esperançosos por encontrar alguém de quem gostar. Casais que deixaram de se gostar. Sonhadores, derrotados, lutadores, aventureiros, enfim, pessoas atrás de sentido, paz ou amor. No mesmo vidro da janela que dava para a rua, reparei no meu próprio reflexo e pensei que, mesmo tendo vivido meus próprios traumas, eu seguia ali, acreditando no que eu fazia e na vida que eu levava. Eu não havia perdido para minhas perdas, nem pra solidão que me acompanhava há algum tempo. Então me senti bem, vivo e capaz de seguir adiante. Levantei e segui até o bar da esquina encontrar algum amigo pra tomar um chop e rir de qualquer coisa, como as pessoas fazem quando querem simplesmente não se preocupar com mais nada.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Vitória e reflexões


Retomo o blog após uma pequena ausência. O porquê da ausência não foi dengue, esquecimento ou pane no computador. Foi a mais completa falta de tempo mesmo, devido às coisas do trabalho, sobretudo. E retorno, agora, após uns dias de férias em Vitoria-ES, pra onde fomos por uma certa curiosidade e também por não conseguirmos hotel no Rio de Janeiro. Foram poucos mas proveitosos dias, com sol, praias, bares, boa comida, um bom livro* e, é claro, a minha ótima companhia de sempre... Ao contrario do Rio, Vitoria não é uma cidade que prioriza o turismo, embora tenha excelentes lugares para mostrar e desfrutar. Gostei do jeito da cidade, moderna e ao mesmo tempo simples, com seu povo hospitaleiro e mais mineiro que carioca. Cidade pujante, onde a riqueza circula a partir de seus portos, mas sem espalhafato. Enfim, um novo bom lugar que valeu conhecer. Nesses dias, saído da rotina intensa de tarefas e compromissos, a gente olha a vida em retrospecto, distanciado da visão imediata da agenda diária para ampliar o alcance da reflexão aos anos que se foram e às escolhas feitas, projetando o que ainda dá pra projetar de um futuro que já não é mais o mesmo que eu via quando tinha meus 20 anos. Lá, na beira da praia, voltei a pensar em como sempre quis morar em frente, ou próximo, ao mar. Só que, agora, as chances para isso acontecer diminuem exponencialmente porque fiz minha vida, até aqui, longe dele. Isso serve como exemplo das coisas que, a partir de um certo ponto da vida, simplesmente passamos da hora de realizar ou conquistar. Sei que não faltará quem diga que sempre é tempo para o que quer que seja, no que eu concordo em parte. Sempre será tempo para amar, trabalhar, escrever um livro ou um poema, aprender a tocar um instrumento ou falar outro idioma, e por aí vai... Mas há desafios maiores que, assim como a juventude dura certo tempo, também exigem de quem busca conquistá-los o esforço de grande parte de uma vida, e esse tempo não se tem por toda a vida. Parafraseando Quintana, antes todos os caminhos vão, depois todos os caminhos vêm. Isso, claro, não nos impede de tomarmos, sempre e para sempre, as decisões que farão melhor às nossas vidas, além de abdicar daquilo que nos chateia e que, por vezes, inevitavelmente temos que conviver. Só que a urgência da vida está em que não temos todo o tempo o tempo todo. O tempo, meus amigos, não é o mesmo sempre.

*o livro lido nesses dias entre a areia da praia e a espera dos vôos, e que eu recomendo, foi o "História de canções - Tom Jobim", de Wagner Homem & Luiz Roberto Oliveira


segunda-feira, 18 de março de 2013

Travessia




Assisti ao documentário oscarizado sobre a história do feito de Philippe Petit, o intrépido francês que, com a ajuda de uma pequena equipe de amadores igualmente corajosos, entrou clandestinamente no World Trade Center, na Nova York de 1974, e atravessou suas torres sobre uma corda bamba, sem qualquer proteção e utilizando apenas uma barra de equilíbrio. Detalhe: ele ficou aproximadamente 45 minutos equilibrando-se sobre o vão de mais de 400 metros, indo e voltando até a borda das torres mais de 8 vezes, além de deitar-se e ajoelhar-se sobre a corda, quando saudou a multidão de espectadores com uma das mãos. Ao sair, preso pela polícia, foi perguntado por que fizera aquilo, e respondeu somente que não havia um porquê. Ao fim do documentário, o Philippe dos dias atuais diz que viver plenamente é viver no limite e exercitar constantemente a rebelião em nós mesmos, encarando cada dia como um desafio a ser superado. A receita de vida do francês remete ao clichê do carpe diem, mas não há como negar que ele a cumpriu ao extremo. A questão é se a maioria de nós também é capaz de grandes feitos ou se propõe a grandes desafios? Sou cético em relação a isso por aquilo o que o senso comum atual predispõe a todos nós, mesmo aos mais jovens que, a meu ver, hoje são demasiadamente resignados e conservadores. O que importa hoje, aparentemente, para a grande maioria, é cumprir o seu pequeno ideal de segurança e integração social: encontrar um trabalho, uma companhia, formar uma família e viver seus pequenos prazeres pessoais. Nossos antepassados migraram de continente em longas e arriscadas viagens de navio, construíram cidades, lutaram nas guerras, criaram suas próprias oportunidades e por isso, suponho, tenham enfrentado maiores desafios do que aqueles a que se propõem as gerações atuais. É claro que, hoje, estamos sendo constantemente desafiados pelo avanço tecnológico que, juntamente com uma globalização cada vez mais presente, muda velozmente nossas vidas em desdobramentos imprevisíveis. Mas, o fato é que, individualmente, parece que estamos muito mais avessos aos riscos de desafiar, de ousar, de rebelar-se contra o que temos de estabelecido, enfim, de deixar a segurança para trás e cruzar a corda bamba de nossa acomodação. Mesmo quando, do outro lado, possamos encontrar aquilo o que procuramos para a nossa plena realização pessoal.


Conheça um pouco mais sobre o nosso herói e sua maneira de encarar a vida:

http://www.ted.com/talks/philippe_petit_the_journey_across_the_high_wire.html

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Homenagem ao Padre Ermelindo

Eu fui escoteiro. Na verdade, um dos lemas do Escotismo é "uma vez escoteiro, sempre escoteiro". Então, sou escoteiro! E assim me sinto até hoje mesmo, pois devo a isso o gosto pela aventura, pela natureza e liberdade. Foi um grande impacto sentir-se livre com 11, 12 anos de idade. Não por uma possível sensação de que pudesse fazer o que quisesse, mas por se ver responsável pela própria segurança e bem estar. Era assim que nos sentíamos, como meninos que dependiam de si mesmos, acampados em algum lugar remoto, cercado por natureza e distante do conforto cotidiano, tendo que montar nosso próprio acampamento, fazer nossa própria comida, matar cobras, colaborar uns com os outros e dormir em barracas, longe dos nossos pais e sob a supervisão de alguns poucos adultos, nossos chefes escoteiros. Além disso, também fui chefe de patrulha, "comandando" outros escoteiros e buscando vencer os jogos e competições com as demais patrulhas. Mesmo nunca tendo sido competitivo, creio que aprendi algo sobre liderança, sobre a importância de conciliar e envolver as pessoas nas decisões que afetam o grupo. Graças ao Escotismo, tenho certeza, amadureci mais seguro e saudável. Me tornei uma pessoa melhor. Há poucos dias, recebi a noticia do falecimento do meu chefe, amigo e uma das pessoas mais bondosas que conheci. O “Padre Ermelindo”, como era conhecido por todos, a meu ver foi mais que um religioso, era um missionário que não media seu sacerdócio pela mais absoluta obediência às regras da Igreja, mas pelo bem que fazia aos outros através de ações inclusivas, movimentos comunitários e obras sociais. Ele, um padre, fundou o movimento escoteiro na minha cidade - e que acabou logo após sua saída. Criou movimentos religiosos de jovens e de casais por onde passou. Construiu um complexo cultural em Cachoeirinha, para desviar jovens carentes do sedutor caminho das drogas, e foi reconhecido por isso a ponto de se tornar secretario municipal de ação social daquela cidade, que hoje, suponho, lamenta muito sua ausência. A ultima vez que o vi e estive com ele, fui lá convidá-lo para abençoar meu casamento, ao que ele agradeceu mas declinou porque teria compromissos de secretario para cumprir no dia da cerimonia. Não me deixou ir embora sem antes mostrar-me, orgulhoso, a imponente obra do centro cultural que idealizou e fez acontecer. Algo que parecia grande demais pra vir daquele homem franzino e de fala mansa. Em tempos extremamentes individualistas como os de hoje, é difícil imaginar alguém que se doe tanto a sua própria comunidade. Talvez porque não vemos o óbvio que ele provavelmente visse: o quanto mais fizermos para melhorar o que está a nossa volta, melhor viveremos, e vice-versa, porque a rua está na porta de todos nós e essa porta é frágil...




Minha singela e sincera homenagem a esse grande homem que conheci e meu querido amigo, pelo que fez por mim e por tantos outros escoteiros, ou carentes, ou necessitados de sua palavra ou dedicação. Muito obrigado, Chefe Ermelindo Lottermann.



Todos nós somos decisivos para o bem ou para o mal do mundo, através da nossa ação ou omissão.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

#CASO 2: A NOIVA (parte final...ou não)


Já havia se passado em torno de um mês quando minha secretária Valeska me passou o recado: Virgínia ligara e viria ao escritório no final daquela tarde. Não foi difícil lembrar quem era Virgínia, ao contrario, percebi nesse instante o quanto eu havia pensado nela após aquele primeiro atendimento a sua inusitada consulta sobre "separação pré-casamento". Lembrei dos seus olhos azuis, impossíveis de esquecer, e do quanto eu andava por aí assobiando a melodia do Tom...esse seu olhar, quando encontra o meu, fala de umas coisas, que eu nem posso acreditar... É, talvez fosse melhor evitar manter o meu olhar no dela enquanto eu estiver sob o efeito dessa, dessa, sei lá o que é isso, se uma atração, comoção ou a mais pura falta de mulher mesmo. Vai saber?! Enfim, sentimentalismos à parte, preparei o espírito para recebê-la, caprichando no ceticismo quanto a qualquer possível affair, por se tratar ela da noiva decidida de um cara com "boa situação financeira" - como ela mesma o definiu e como eu não me defino. A tarde passou rápido entre tantas pequenas tarefas, e até me surpreendi quando Waleska anunciou que Virgínia já se encontrava a minha espera. Disse que entrasse e me levantei para recebê-la, quando ela atravessou pela porta com passos firmes de quem sabia o que vinha fazer ali, estendendo a mão ainda longe de mim, como se, por cautela, quisesse evitar um cumprimento mais próximo. Mas o sorriso veio junto e, claro, aqueles olhos... Deve ter percebido minha cara de besta, mas sentou-se antes mesmo que eu falasse. Então me disse, parecendo aliviada: "Tudo resolvido, doutor!". Respondi: "Como assim? Ah, e sem o doutor, pode me chamar de Zé Carlos". "É que eu saí do seu escritório aquele dia e fui almoçar com meu noivo. Disse a ele que havia falado com um advogado e que estava convicta de que o melhor seria casarmos com separação de bens, pra não misturarmos nossos bens pessoais à nossa relação. Ele disse que faria como eu quisesse, então marcamos o cartório pra assinarmos o documento na mesma semana do casamento. Pronto!" Ela logo percebeu minha cara de dúvida e, num tom mais informal, passou a explicar por que voltara ao escritório para me falar isso. "Vim aqui porque tinha que lhe agradecer. Você foi muito atencioso comigo, explicando cada coisa e suas consequências. E...também pra dizer que gostaria de continuar falando com você, não como cliente mas como amiga. Não me interprete mal, é que você demonstrou se preocupar comigo e eu me senti bem com isso, e com a nossa conversa e seu jeito de falar...bom, é isso!". Mesmo surpreso, tratei de livrá-la de seu constrangimento e disse num sorriso que seria um prazer voltar a vê-la e tê-la como amiga. "Só não sei se o seu noivo vai gostar de saber disso...ele pode achar estranho". Ela me olhou fixamente e falou com um sorriso contido nos lábios: "ele não precisa saber de tudo o que eu faço". Após uma pausa, concluiu: "e não vejo nada demais nisso, não é mesmo? Eu não tenho família aqui, e só uns poucos amigos...acho natural preservar minhas amizades...mesmo as novas (risos curtos)". Aproveitei a deixa e me joguei num daqueles momentos em que você não sabe bem porque disse tal coisa, mas que se torna impossível de recuar. "Não sei, e se surgir alguma coisa entre nós?". Mesmo evidente a ironia na minha voz, deixei transparecer uma certa verdade já em curso no que eu disse. Sorrindo, Virgínia não mostrou qualquer surpresa ou estranheza no meu comentário, como se já esperasse um sinal da minha parte. "Se isso acontecer, a gente vai saber resolver", disse evasiva. A ambigüidade daquela resposta, junto aos olhares que não conseguiam se desviar, trouxe um súbito silêncio à sala, como se o barulho exterior dos carros estivesse suspenso à espera do desfecho daquele momento. "Eu não sei bem sobre o que a gente tá falando aqui, Virgínia, mas eu sou um cara livre e, bom, mesmo que não fosse, você é uma jovem comprometida e...se me permite dizer, atraente...pode criar problemas pra você uma amizade assim com um homem deslocado das relações de vocês...". Na verdade, quis adverti-la de que eu a via como uma mulher desejável e que manter contato comigo seria assumir o risco de eu vir a cortejá-la. "Eu não serei seu amigo gay", pensei com todo meu machismo suburbano. Ela seguiu inabalável. "Eu sei bem das coisas que podem acontecer entre um homem e uma mulher, Zé Carlos. Mas eu tô falando em ser tua amiga, porque achei você uma pessoa interessante e confiável, o que tá cada vez mais raro hoje em dia...então não se preocupe, você não me trará problema algum. Antes de tudo, eu tenho minha própria vida, não dependo de ninguém e não vejo porque você iria atrapalhar meu casamento. Então, a menos que você não queira, gostaria de podermos conversar de vez em quando...como amigos! E, bem, se acontecer alguma coisa é porque era pra ser. Você não acha?". Concordei com ela, conversamos mais um pouco, rimos e ela se foi. Disse que ligaria na próxima semana para combinarmos um café. Girei minha poltrona para a janela às minhas costas e fiquei contemplando o vermelhidão do entardecer refletindo nas vidraças do prédio no outro lado da rua. Parece que Virgínia entrara mesmo em minha vida. Fosse como amiga ou não, certo ou errado, só o que eu sabia é que estava contente com isso, como se antevisse nela alguém que gostarei de ter por perto. Engraçado como o destino, o acaso ou alguma ordem secreta das coisas, nos aproxima de pessoas que acabam, muitas vezes, tomando um espaço importante em nossas vidas. Onde não havia nada, de repente surge alguém que passa a ser muito, ou tudo. Onde havia tudo, alguém sai e deixa o nada. É como diz a música do Gil, tocando ao fundo, tudo agora mesmo pode estar por um segundo...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Luto


Tem vezes que, mesmo distantes, nós também somos atingidos pela tragédia. Não há como ficar indiferente a ela. Além de não ser tão longe assim, o número de vítimas e a forma como morreram é chocante. Dificil imaginar como é viver numa cidade que acorda contando a perda de tantos dos seus. E sobretudo por serem jovens que apenas buscavam se divertir, como tantas vezes estive num lugar assim pra me divertir também. Um dia triste, para lamentar sempre e nunca esquecer os motivos que causaram tamanho sofrimento.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Qual a sua onda?

Então, você prefere ser a onda que dá espetáculo ao se arrebentar no rochedo, ou a marolinha que morre sem graça na areia da praia?

domingo, 13 de janeiro de 2013

Feliz año en La Serena




Ano Novo chegou em La Serena
Veio feliz, alegria extrema
Em dias de sol, noites de luz
E a música a tocar, junto ao cuscuz

Vivemos os dias, no sol do verão
Dentro do mar, à sombra do quiosque
Saindo dali, caminho pro bosque
Na casa Mima, não há solidão

Quando a noite cai, sobre La Paloma
A música chega, voz e violão
Dani, Zelito, Pirisca e as cantoras
E a platéia atenta, cantando juntinho
Espera a hora de aplaudir de pertinho

De todos os lados, tantos países
Surgem amigos, novos encontros
Entre tantas cores, tantas matizes
A alegria de ver, a todos felizes

E quando chega o dia de ir
Pegar a estrada e, que droga, partir
Pra retomar a rotina de ser
Fico pensando, que bom existir
Esta playa Serena para volver
A la casa Mima, buenos dias vivir

*Gracias a los amigos de La Serena


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Dia de tiete

Vivi meu dia de tiete, ou melhor, noite de tiete, ao apresentar-me pra esse cara que é um ídolo pelas músicas incríveis que compõe, sobretudo pela qualidade ímpar de suas letras. Assim foi que, em plena festa de reveillon, junto a amigos em comum e seus familiares, disse a ele: Mucho gusto Jorge, soy uno de sus millones de fans brasileños! Ele retribuiu a saudação, de maneira muito simpática, agradecendo e perguntando o meu nome. Não ia perder essa oportunidade né?! Grande cara esse Jorge Drexler!

http://www.youtube.com/watch?v=aU9gzRy2dQc&list=PL81B1252B07AE1EA5


* Não poderia deixar de dizer que agora também sou fã de seu irmão Daniel Drexler, pela música que faz e pela pessoa que é.