quarta-feira, 27 de junho de 2012

A hora incerta

Certos choques de realidade, por vezes, nos fazem perceber o quanto nossa vida é frágil. Semana passada, fui surpreendido pelo falecimento de um conterrâneo, com a mesma idade minha, levado por um câncer fulminante. Não era uma pessoa muito ligada a mim, sequer poderia chamar de amigo, era mais um conhecido dos tempos de colégio, mas sofri um certo choque com o fato porque, inevitavelmente, me coloquei em seu lugar. Se eu partisse agora, nesses meus quase 40 anos, teria feito tudo o que deveria fazer, vivido o suficiente, deixado alguma marca que perdurasse? Tenho certeza que não. Assim como imagino que ninguém a essa altura da vida diria "estou pronto". Entretanto, na maioria das vezes a hora extrema é incerta e não permite negociações ou adiamentos. E o que fazer? Viver todos os dias como se fossem o último? O carpe diem é um notório lugar comum, mas é possível adotá-lo como objetivo de cada dia? E o trabalho, as tarefas de casa, os compromissos de cada um? E a vontade de simplesmente não fazer nada, ou quase nada, especialmente com quem se gosta? Imagino que viver sob a própria cobrança de desfrutar intensamente cada dia seja algo mais estressante do que considerar a possibilidade desse dia ser o último. Admiro, realmente, aqueles que ainda jovens conquistam grandes feitos, para si próprios ou para a humanidade, mas me parece que chegam a isso porque, além de talento e quiçá genialidade, concentram todo o seu pensamento e energia para realizar sua obra. A realidade, porém, mostra que a grande maioria das pessoas vive de pequenas vitórias e fracassos pessoais, perdas e ganhos, construindo uma história de vida comum - nem por isso considerada medíocre -, que só permite mesmo ao juízo de quem a viveu avaliar o quanto teve de plenitude.

domingo, 17 de junho de 2012

Saudade de um vozeirão de mulher...

Dia desses, lendo uma crítica musical ao lançamento do novo disco de uma cantora – que nem lembro mais quem era -, me surpreendi com a observação do crítico que escreveu algo como “nesses tempos atuais de cantoras brasileiras que não cantam pra fora” e por aí ia...

De fato, isso me fez dar conta de que há tempos, mais precisamente desde que a Cássia Eller nos deixou, eu não me interessei por mais nenhuma cantora brasileira. E, realmente, a mim não me agrada essas cantoras que ficam nesse minimalismo vocal, sem se permitirem soltar a voz – que talvez não tenham! -, como se quisessem apenas fazer uma levada meio bossanova pra gringo ver.

Enquanto, lá fora, grandes cantoras vêm mostrando seu talento em alto e bom tom (a Adele, por e quê exemplo), por aqui, na terra que já foi de Elis Regina, hoje reina Maria Gadú...convenhamos, não dá pra comparar.

Que surja, por favor e logo, uma cantora brasileira com a voz, a coragem e boas canções para “cantar pra fora”!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Stevie Jobs estava certo...

Terminando a leitura da biografia de Stevie Jobs, comprei um IPad, no qual escrevo agora este post. Não, não comprei o IPad por causa do livro, já estava pensando num tablet. Mas sim, entender mais sobre a concepção desse e de outros produtos da Apple e do que inspirou seus criadores, acabou influenciando na escolha. E, querem saber? O homem da Apple estava certo mesmo ao insistir que a integração do software com o hardware, marca da sua empresa, poderia gerar produtos melhores aos usuários. Além disso, ele que era famoso pelo perfeccionismo e o senso de design obsessivos, criou equipamentos que nem sabíamos se seriam úteis, mas que depois de tê-los não podemos mais viver sem. Ainda estou me surpreendendo com os recursos e o funcionamento quase magico dessa maquininha. Um super organizador de conteúdos, gerenciador de tarefas, em que se pode visualizar e manipular fotos, criar, gravar e ouvir musicas, ler livros etcetcetc. Enfim, é uma interação muita mais eficaz e, ao mesmo tempo, simples com um computador - na verdade, não dá para chamar disso porque é outra coisa. Para quem conheceu o DOS, o 386, e achou que o Windows XP num notebook era o máximo, esse negócio aqui é de outro mundo. Thank you Mr. Jobs!