sábado, 12 de novembro de 2011

Show do Pearl Jam em Porto Alegre foi rock em estado arte

Aproveito o título do post no blog Volume, que sintetiza o que foi o show do PEARL JAM em Porto Alegre, na noite mística de um 11/11/11, em turnê comemorativa aos 20 anos da banda.

Sem dúvida um show de rock'n roll na sua mais pura essência: simplicidade, energia e emoção.

O melhor show do ano também entrou pra galeria dos meus melhores shows, com todo o mérito dessa banda que soube se manter original, criativa e contagiada pela música que faz, para contagiar o público com apresentações antológicas.

Também foi uma viagem pessoal de volta aos idos de 1992, quando acompanhava de longe o movimento grunge surgir com as bandas de Seatle, ouvindo o disco "Ten" do Pearl Jam - que, pra mim, sempre foi a melhor banda do movimento.

Espero poder rever o show do PJ - que prometeu voltar! - e de outras bandas e artistas que mantenham acesa a chama do genuíno Rock'n Roll e produzam momentos inesquecíveis para o público, como vimos aocntecer ontem.

Vida longa ao Pearl Jam!

*veja abaixo o posto completo do blog Volume/ClicRBS sobre o show:

Show do Pearl Jam em Porto Alegre foi rock em estado arte

Show do Pearl Jam em Porto Alegre foi rock em estado de arte

Fotos - Jean Schwarz

O show do Pearl Jam Porto Alegre ontem, 11.11.11, foi um espetáculo de rock em estado de arte. Uma das bandas mais coesas do mundo, o grupo de Seattle encerrou a turnê brasileira repassando boa parte de seu repertório de 20 anos de estrada em aproximadamente 2h40min de música – o show mais extenso do giro nacional.

Como se dissesse que não queria ir embora do Brasil, o Pearl Jam abriu a noite com Why Go. E, sabendo que não poderia ficar, encerrou o segundo e último bis com Yellow Ledbetter e seu refrão "I don't wanna stay".

Entre o início e o final, a banda apresentou um setlist gigante no Estádio do Zequinha, abrangendo as diversas fases pelas quais os músicos passaram. Assim como a longa discografia, a lista de músicas transitou entre rock puro, grunge, hardcore, hard rock, metal, punk e baladas pop, com mais ou menos intensidade.

Durante todo o show, a banda se entregou ao público sem amarras, mas também sem exageros. Discretos, focados na música e na parceria com os cerca de 20 mil fãs, os caras mostraram que rock’n’roll se faz mais com guitarras, baixo e bateria do que com estrelismo vazio de rock star. It’s all about music, it’s all about art.

Houve momentos grandiosos, como a interpretação visceral na voz rouca de Eddie Vedder, os solos de guitarra verborrágicos de Mike McCready (no melhor estilo Neil Young/Jimmy Page, como em Alive, já no fim do show) e a bateria marcante de Matt Cameron.

Também houve tempo para intervenções de Eddie em um português cômico e adorável, parabéns coletivo a sua mulher, Jil, que estava de aniversário ontem, homenagem à Johnny Ramone, fãs no palco e a tradicional louvação ao público brasileiro: “Este é o nosso último show no Brasil. Foram shows incríveis. Agora vamos lembrar que o público brasileiro é o melhor do mundo”.

Entre os muitos pontos altos da apresentação estiveram Do the Evolution, Got Some, Even Flow, Black, Daughter, Just Breathe, The Fixer, Oceans (de arrepiar), Given to Fly, Light Years, Better Man, Wishlist, I Belive in Miracles (cover dos Ramones), e a parte final com Rearview Mirror (totalmente inesquecível), Last Kiss, Jeremy, Alive, Rockin' in the Free World (cover da obra de arte de Neil Young) e Indifference. Resultado? Galera vibrando, braços ao alto e garganta ardendo!

Seis anos após sua primeira passagem por Porto Alegre, o Pearl Jam fez indiscutivelmente um dos shows do ano na cidade. Uma noite rock histórica neste histórico 11.11.11. E a banda prometeu voltar em breve. Que seja no 12.12.12!

> A imprensa foi proibida de gravar vídeos. Veja o show em POA no Youtube. Agora, o Pearl Jam segue para a Argentina, Chile, Peru, Costa Rica e México.

> Mais fotos do show em POA no flickr do Codevila

> Mais Pearl Jam

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Chile é Grêmio!


Que grande satisfação eu tive nesta recente viagem a Santiago do Chile!

Chegando ao Mercado Central, ponto turístico obrigatório e o melhor lugar para se comer os famosos pescados chilenos, qual não foi a minha surpresa ao me deparar com a bandeira do Grêmio sobre o letreiro do principal restaurante do lugar, ladeada pelas bandeiras de outras grandes nações como a dos Estados Unidos e Canadá.

Não há dúvida, os chilenos sabem muito de futebol...dale Grêmio!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Dicas de um marujo de primeira viagem a outros - Santiago do Chile

Foram 4 dias em Santiago do Chile, às vésperas do feriado brasileiro de Finados, ou seja, início de Novembro - sim, a época que se visite Santiago certamente fará toda a diferença...

Aqui vão algumas dicas de lugaremos que conhecemos, caminhamos, aventuramos, saboreamos, bebemos e desfrutamos dessa encantadora cidade. De um marujo de primeira viagem em terras chilenas a outros que se lançarem aos Andes. Aproveite tanto como aproveitamos!

- primeira coisa, para conhecer Santiago são suficientes 3 dias. Os passeios turísticos para fora da cidade costumam durar, no mínimo, meio dia. Fomos apenas a Viña del Mar e Valparaíso, mas também há passeios a vinícolas (Concha e Toro) e à montanha (Valle Nevado).

- cuidado com os feriados chilenos, pois grande parte do comércio (excluindo os shoppings), atrações e até restaurantes costuma fechar.

- como fomos na primavera, o tempo estava quente (próximo aos 30 graus durante o dia) e com dias bastante ensolarados. A maior parte da neve nas estações de esqui próximas de Santiago já havia derretido, mas ainda assim se pode conhecê-las e quem foi achou legal...

- ficamos num bom hotel (Panamericano) situado no centro da cidade, bastante próximo ao Palacio de la Moneda, Mercado Central e Plaza de las Armas.

- os deslocamentos na cidade podem ser feitos de táxi (melhor com o taxímetro do que a preço fechado, mas fique sempre de olho aberto!) e metrô - durante o dia, certamente a melhor opção: seguro, limpo e eficiente. Mas, sem dúvida, o melhor é conhecer Santiago caminhando por suas ruas e bairros.

- os preços no Chile não são baratos, regulam com os brasileiros para mais, seja para alimentação ou para compras em geral. A gorjeta (propina) é regra, no mínimo a 10%. Para converter a moeda local para Reais, a grosso modo, o melhor é pegar a quantia em pesos chilenos, cortar os três últimos algarismos e multiplicar por 4. Exemplo: 5.000 pesos = 5 x 4 = 20 Reais.

- a população local é muito amigável, simpática e recebe bem os brasileiros, não se negando a ajudar com informações e dicas. Se você não manja muito o Español, é bem provável que você conseguirá se comunicar em Português mesmo.

- a cidade possui muitos e muitos restaurantes e bares para aproveitar, desde o tipo boteco descolado até restaurantes finos, conforme o bairro que você estiver. Os locais geralmente almoçam e jantam bastante tarde durante os finais de semana e feriados, e gostam da vida noturna - sobretudo no bairro boêmio de Bellavista.

DICAS:

- almoçar no Mercado Central (Centro) e, se possível, experimentar uma centoja (espécie de caranguejo gigante só existente no Chile e no Alasca)

- Palacio la Moneda e Plaza de la Constitución (Centro)

- Plaza de las Armas (Centro)

- suco de atamóia com framboesa no Bar Nacional (Centro)

- café com pernas no Haiti (Centro) - a propósito do nome, você vai entender quando for lá...

- happy hour com cerveja chilena ou Pisco Sour no Patio Bellavista (bairro Bellavista), tipo de centro comercial ao ar livre com diversos bares e lojas de artesanato

- bem próximo ao Pátio Bellavista está La Chascona: uma das 3 casas de Pablo Neruda no Chile, que hoje é um museu aberto à visitação com itens originais do Poeta, que era um grande colecionador de objetos

- curtir a vista da cidade no Cerro San Cristóbal (Bellavista) e tomar uma benção da Virgem de La Inmaculada Concepción - suba e desça de funicular!

- jantar no restaurante "Como Água para Chocolate" (Bellavista), inspirado no filme homônimo, sem dúvida uma deliciosa aventura gastronômica

- curtir o mais autêntico boteco chileno, o Galindo (Bellavista), com seus petiscos, chopp e cervejas chilenas

- curtir um bar ou restaurante da Calle Lastarria, de preferência para saborear um bom tinto chileno (dica: Santa Ema Malbec)

- curtir um dia de sol no Parque de Las Esculturas (Providencia), ou num dos tantos parques e praças da cidade

- ler uns poemas do Neruda no Cafe Literario, localizado no meio da praça que dá acesso à estação de metrô Salvador

- tomar um bom helado numa dsa sorveterias Bravissimo

- fazer o passeio até a cidade portuária de Valparaíso, em especial à parte alta da cidade e à casa museu de Pablo Neruda, chamada La Sebastiana

- caminhar, caminhar e caminhar...

Por fim, não dá pra terminar esse pequeno diário de viagem sem a poesia do chileno Neruda, um apaixonado pela vida, pelas mulheres e pelo Chile. Valeu Santiago, valeu Chile!



Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.