sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mestre e professor Ovídio

Na vida, a gente tem muitos professores e alguns poucos mestres...

Homenagem ao saudoso Prof. Ovídio Baptista da Silva, nesses dois anos de seu falecimento. Sem dúvida, um dos maiores juristas que o Brasil já teve e de quem tive o privilégio de ser aluno e poder trabalhar sob sua orientação em alguns casos judiciais. O advogado que não se escondia à sombra de seu próprio nome, não alimentava vaidades, exercia a advocacia ética e tinha a coragem necessária para criticar as falhas de nosso sistema legal e sustentar opiniões muitas vezes contrárias às cômodas correntes majoritárias.

Seu lugar de jurista maior ainda está vago no Brasil, e creio que permanecerá assim por um bom tempo...descanse em paz!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Recordar é viver - Show Oasis Porto Alegre 2009

Relembrando esse que foi um dos melhores shows que já vi, e que aconteceu há 2 anos atrás...quase o último dessa grande banda.

Blog Volume (www.clicrbs.com.br/volume):

Terça-feira, 12 de maio de 2009

Oasis faz show supersônico em Porto Alegre

Foto: Diego Vara

Diego Vara

Atualizado às 12h30min do dia 13/05 - vídeo do show abaixo!

O Oasis encerrou a turnê sul-americana do álbum Dig Out Your Soul nesta terça-feira à noite em Porto Alegre. A banda inglesa fez um show supersônico para fechar o giro mundial e para marcar sua primeira apresentação em solo gaúcho. Escorados por um disco repleto de bons rocks, os britânicos mostraram ao vivo para cerca de 12 mil pessoas (Gigantinho quase lotado) que estão mesmo na melhor fase da carreira em anos. O público não deixou por menos e recebeu os ingleses em alto estilo.

Todas fotos abaixo: Miguel Neves

Sob uma avalanche praticamente ininterrupta de gritos, aplausos e assobios, a banda dos irmãos Gallagher seguiu o mesmo setlist apresentado em Lima, Caracas, Buenos Aires, Rio, São Paulo e Curitiba. Os músicos começaram a noite com Rock’n’roll Star, para deixar claro a que vieram logo no início do espetáculo.

Depois da abertura, Andy Bell (baixo), Chris Sharrock (bateria), Jay Darlington (teclados), Gem Archer e Noel (guitarras) e Liam Gallagher (vocais) intercalaram hits imprescindíveis dos quase 15 anos de carreira com as melhores músicas deste último álbum. A arrogância arruaceira de antigamente deu espaço à precisão artística.

Lyla, The Shock of the Lightning e Cigarettes & Alcohol vieram em uma sequência matadora. Depois de The Meaning of Soul, a lisergia de To Be Where There’s Life tomou conta do Gigantinho. Com Noel nos vocais, o rock puro de Waiting for the Rapture foi seguido por The Masterplan (ambas muito bem recebidas pelo público, que mostrou o quanto gosta do músico).

Liam voltou para quase rasgar a garganta em Slide Away. Morning Glory marcou um dos pontos altos da noite, com Sharrock se puxando nos malabarismos com as baquetas – e jogando uma para o público. O baterista deu outro showzinho particular em Ain’t Got Nothin’, pouco antes de Noel voltar ao comando com The Importance of Being Idle.

Quando Noel assume, é como um respiro no show. Em geral, as músicas que ele canta são mais melódicas e calmas, ao contrário das que contam com a performance de Liam (geralmente curto e grosso, sem frescuras, mas aparentemente curtindo muito o show de hoje). Se Noel ganha aplausos no meio e ao final de I’m Outta Time, Liam volta ao palco pedindo (e conquistando) aplausos para si e anunciando em seguida Wonderwall - cantada pelo público e marcando mais um momento inesquecível da noite. Climax total.

Supersonic, sob luz verde e abaixo de guitarras metálicas, foi inacreditável. Pra mim, foi a melhor ao lado de Cigarretes... E a banda não deixa a intensidade cair no bis, com Noel coordenando Don’t Look Back in Anger (absurdamente bem acompanhada pela plateia) e a linda (e ácida ao vivo) Falling Down. O grupo fechou a noite com Liam cantando Champagne Supernova e I Am The Walrus, dos Beatles.

Daqui, o Oasis volta para o Reino Unido, onde tem uma série de shows marcados para junho e julho, incluindo festivais do verão europeu.

Setlist:
Fuckin in the Bushes (vinheta de abertura)
Rock’n’Roll Star
Lyla
The Shock of the Lightning
Cigarettes & Alcohol
The Meaning of Soul
To Be Where There’s Life
Waiting for the Rapture
The Masterplan
Songbird
Slide Away
Morning Glory
Ain’t Got Nothin’
The Importance of Being Idle
I’m Outta Time
Wonderwall
Supersonic
Don’t Look Back in Anger
Falling Down
Champagne Supernova
I Am The Walrus



>>>>> Veja parte do show:



>>>>> Audioslide do show:

sábado, 4 de junho de 2011

Ah, o tempo...

Não sou um grande conhecedor de Poesia. Sequer me arrisco a fazer uns poeminhas. Acho a Poesia uma literatura maior, por combinar a síntese com o impacto da mensagem no leitor. Uma frase, um verso de um poema podem arrebatar pessoas e ganhar a eternidade. E a Poesia também é maior, a meu ver, por tratar dos “grandes temas” de um modo direto e simples, inconcebível a outra abordagem literária, filosófica ou científica. A Vida, a Morte, o Tempo, o Amor, o Ser e o significado de tudo isso – ou a ausência de todo o sentido, o Nada -, são, não raras vezes, alcançados pelo dom criativo, ou o transe, dos grandes poetas e transmitidos pela palavra, metafórica ou literal como um soco. O passar do tempo, o grande tema para mim, recebe da Poesia as melhores análises, e também as maiores advertências. Carpe diem! Aproveite o tempo presente, o dia de hoje, que amanhã será irrecuperável! Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio – escreveu Fernando Pessoa. Todas as horas são horas extremas!, alertou Quintana. O arrependimento pelo que não se fez, pela oportunidade perdida, o momento que se deixou passar, é o castigo por aquilo que não se viveu e não se poderá mais viver... A Poesia sabe que a vida é tão potencialmente maravilhosa quanto é inevitavelmente breve, e você?