sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO!

Foi um feliz 2011...

Graças ao trabalho, viajei para a Itália, onde conheci cidades da região do Vêneto, mais as belas Verona e Bolonha, e também para o Panamá (a mini-Miami) com seu canal e belezas naturais...

Iniciei um mestrado na Universidade Nacional de Rosário-Argentina, que me trouxe um novo gosto pelo estudo do Direito e motivação para advogar, me proporcionou conhecer melhor essa bela cidade que é Rosário, mas principalmente me rendeu grandes amizades com colegas de toda a Latinoamérica.

Conquistei novos clientes e, por conseqüência, assumi novos desafios profissionais, além de consolidar parcerias profissionais mais antigas e poder iniciar algumas novas.

Conhecemos o Chile (Santiago e cidades próximas), que era um objetivo de muito tempo, e curtimos outra temporada anual no Rio junto com nossos amigos cariocas.

Assistimos Fernanda Montenegro no TSP, Seu Jorge no Bourbon e o puta show do Pearl Jam, no Zequinha, depois de uma certa decepção que foi o show do Eric Clapton (graças à “desorganização” da RBS).


A Moenda da Canção, apesar das dificuldades de sempre, conseguiu celebrar com êxito a sua 25a edição, em que pude contribuir como vice-presidente, encerrando minha participação na organização do evento para me dedicar a meu mestrado.

A banda ROCK INBOX, infelizmente, não teve muitos progressos, com poucos shows e muitas dúvidas sobre o futuro, mas ainda assim há esperanças para um 2012 melhor, agora com o desafio de fazer música própria...

No plano pessoal, melhor impossível: amor, saúde e harmonia.

Enfim, um breve relato de um bom ano que passou e o desejo de ter um novo ano que seja igualmente bom, se possível melhor, o que será, de uma forma ou de outra, uma benção...

A TODOS OS AMIGOS DO BLOG, MEUS SINCEROS VOTOS DE

FELIZ ANO NOVO (DE NOVO)!!!

sábado, 12 de novembro de 2011

Show do Pearl Jam em Porto Alegre foi rock em estado arte

Aproveito o título do post no blog Volume, que sintetiza o que foi o show do PEARL JAM em Porto Alegre, na noite mística de um 11/11/11, em turnê comemorativa aos 20 anos da banda.

Sem dúvida um show de rock'n roll na sua mais pura essência: simplicidade, energia e emoção.

O melhor show do ano também entrou pra galeria dos meus melhores shows, com todo o mérito dessa banda que soube se manter original, criativa e contagiada pela música que faz, para contagiar o público com apresentações antológicas.

Também foi uma viagem pessoal de volta aos idos de 1992, quando acompanhava de longe o movimento grunge surgir com as bandas de Seatle, ouvindo o disco "Ten" do Pearl Jam - que, pra mim, sempre foi a melhor banda do movimento.

Espero poder rever o show do PJ - que prometeu voltar! - e de outras bandas e artistas que mantenham acesa a chama do genuíno Rock'n Roll e produzam momentos inesquecíveis para o público, como vimos aocntecer ontem.

Vida longa ao Pearl Jam!

*veja abaixo o posto completo do blog Volume/ClicRBS sobre o show:

Show do Pearl Jam em Porto Alegre foi rock em estado arte

Show do Pearl Jam em Porto Alegre foi rock em estado de arte

Fotos - Jean Schwarz

O show do Pearl Jam Porto Alegre ontem, 11.11.11, foi um espetáculo de rock em estado de arte. Uma das bandas mais coesas do mundo, o grupo de Seattle encerrou a turnê brasileira repassando boa parte de seu repertório de 20 anos de estrada em aproximadamente 2h40min de música – o show mais extenso do giro nacional.

Como se dissesse que não queria ir embora do Brasil, o Pearl Jam abriu a noite com Why Go. E, sabendo que não poderia ficar, encerrou o segundo e último bis com Yellow Ledbetter e seu refrão "I don't wanna stay".

Entre o início e o final, a banda apresentou um setlist gigante no Estádio do Zequinha, abrangendo as diversas fases pelas quais os músicos passaram. Assim como a longa discografia, a lista de músicas transitou entre rock puro, grunge, hardcore, hard rock, metal, punk e baladas pop, com mais ou menos intensidade.

Durante todo o show, a banda se entregou ao público sem amarras, mas também sem exageros. Discretos, focados na música e na parceria com os cerca de 20 mil fãs, os caras mostraram que rock’n’roll se faz mais com guitarras, baixo e bateria do que com estrelismo vazio de rock star. It’s all about music, it’s all about art.

Houve momentos grandiosos, como a interpretação visceral na voz rouca de Eddie Vedder, os solos de guitarra verborrágicos de Mike McCready (no melhor estilo Neil Young/Jimmy Page, como em Alive, já no fim do show) e a bateria marcante de Matt Cameron.

Também houve tempo para intervenções de Eddie em um português cômico e adorável, parabéns coletivo a sua mulher, Jil, que estava de aniversário ontem, homenagem à Johnny Ramone, fãs no palco e a tradicional louvação ao público brasileiro: “Este é o nosso último show no Brasil. Foram shows incríveis. Agora vamos lembrar que o público brasileiro é o melhor do mundo”.

Entre os muitos pontos altos da apresentação estiveram Do the Evolution, Got Some, Even Flow, Black, Daughter, Just Breathe, The Fixer, Oceans (de arrepiar), Given to Fly, Light Years, Better Man, Wishlist, I Belive in Miracles (cover dos Ramones), e a parte final com Rearview Mirror (totalmente inesquecível), Last Kiss, Jeremy, Alive, Rockin' in the Free World (cover da obra de arte de Neil Young) e Indifference. Resultado? Galera vibrando, braços ao alto e garganta ardendo!

Seis anos após sua primeira passagem por Porto Alegre, o Pearl Jam fez indiscutivelmente um dos shows do ano na cidade. Uma noite rock histórica neste histórico 11.11.11. E a banda prometeu voltar em breve. Que seja no 12.12.12!

> A imprensa foi proibida de gravar vídeos. Veja o show em POA no Youtube. Agora, o Pearl Jam segue para a Argentina, Chile, Peru, Costa Rica e México.

> Mais fotos do show em POA no flickr do Codevila

> Mais Pearl Jam

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Chile é Grêmio!


Que grande satisfação eu tive nesta recente viagem a Santiago do Chile!

Chegando ao Mercado Central, ponto turístico obrigatório e o melhor lugar para se comer os famosos pescados chilenos, qual não foi a minha surpresa ao me deparar com a bandeira do Grêmio sobre o letreiro do principal restaurante do lugar, ladeada pelas bandeiras de outras grandes nações como a dos Estados Unidos e Canadá.

Não há dúvida, os chilenos sabem muito de futebol...dale Grêmio!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Dicas de um marujo de primeira viagem a outros - Santiago do Chile

Foram 4 dias em Santiago do Chile, às vésperas do feriado brasileiro de Finados, ou seja, início de Novembro - sim, a época que se visite Santiago certamente fará toda a diferença...

Aqui vão algumas dicas de lugaremos que conhecemos, caminhamos, aventuramos, saboreamos, bebemos e desfrutamos dessa encantadora cidade. De um marujo de primeira viagem em terras chilenas a outros que se lançarem aos Andes. Aproveite tanto como aproveitamos!

- primeira coisa, para conhecer Santiago são suficientes 3 dias. Os passeios turísticos para fora da cidade costumam durar, no mínimo, meio dia. Fomos apenas a Viña del Mar e Valparaíso, mas também há passeios a vinícolas (Concha e Toro) e à montanha (Valle Nevado).

- cuidado com os feriados chilenos, pois grande parte do comércio (excluindo os shoppings), atrações e até restaurantes costuma fechar.

- como fomos na primavera, o tempo estava quente (próximo aos 30 graus durante o dia) e com dias bastante ensolarados. A maior parte da neve nas estações de esqui próximas de Santiago já havia derretido, mas ainda assim se pode conhecê-las e quem foi achou legal...

- ficamos num bom hotel (Panamericano) situado no centro da cidade, bastante próximo ao Palacio de la Moneda, Mercado Central e Plaza de las Armas.

- os deslocamentos na cidade podem ser feitos de táxi (melhor com o taxímetro do que a preço fechado, mas fique sempre de olho aberto!) e metrô - durante o dia, certamente a melhor opção: seguro, limpo e eficiente. Mas, sem dúvida, o melhor é conhecer Santiago caminhando por suas ruas e bairros.

- os preços no Chile não são baratos, regulam com os brasileiros para mais, seja para alimentação ou para compras em geral. A gorjeta (propina) é regra, no mínimo a 10%. Para converter a moeda local para Reais, a grosso modo, o melhor é pegar a quantia em pesos chilenos, cortar os três últimos algarismos e multiplicar por 4. Exemplo: 5.000 pesos = 5 x 4 = 20 Reais.

- a população local é muito amigável, simpática e recebe bem os brasileiros, não se negando a ajudar com informações e dicas. Se você não manja muito o Español, é bem provável que você conseguirá se comunicar em Português mesmo.

- a cidade possui muitos e muitos restaurantes e bares para aproveitar, desde o tipo boteco descolado até restaurantes finos, conforme o bairro que você estiver. Os locais geralmente almoçam e jantam bastante tarde durante os finais de semana e feriados, e gostam da vida noturna - sobretudo no bairro boêmio de Bellavista.

DICAS:

- almoçar no Mercado Central (Centro) e, se possível, experimentar uma centoja (espécie de caranguejo gigante só existente no Chile e no Alasca)

- Palacio la Moneda e Plaza de la Constitución (Centro)

- Plaza de las Armas (Centro)

- suco de atamóia com framboesa no Bar Nacional (Centro)

- café com pernas no Haiti (Centro) - a propósito do nome, você vai entender quando for lá...

- happy hour com cerveja chilena ou Pisco Sour no Patio Bellavista (bairro Bellavista), tipo de centro comercial ao ar livre com diversos bares e lojas de artesanato

- bem próximo ao Pátio Bellavista está La Chascona: uma das 3 casas de Pablo Neruda no Chile, que hoje é um museu aberto à visitação com itens originais do Poeta, que era um grande colecionador de objetos

- curtir a vista da cidade no Cerro San Cristóbal (Bellavista) e tomar uma benção da Virgem de La Inmaculada Concepción - suba e desça de funicular!

- jantar no restaurante "Como Água para Chocolate" (Bellavista), inspirado no filme homônimo, sem dúvida uma deliciosa aventura gastronômica

- curtir o mais autêntico boteco chileno, o Galindo (Bellavista), com seus petiscos, chopp e cervejas chilenas

- curtir um bar ou restaurante da Calle Lastarria, de preferência para saborear um bom tinto chileno (dica: Santa Ema Malbec)

- curtir um dia de sol no Parque de Las Esculturas (Providencia), ou num dos tantos parques e praças da cidade

- ler uns poemas do Neruda no Cafe Literario, localizado no meio da praça que dá acesso à estação de metrô Salvador

- tomar um bom helado numa dsa sorveterias Bravissimo

- fazer o passeio até a cidade portuária de Valparaíso, em especial à parte alta da cidade e à casa museu de Pablo Neruda, chamada La Sebastiana

- caminhar, caminhar e caminhar...

Por fim, não dá pra terminar esse pequeno diário de viagem sem a poesia do chileno Neruda, um apaixonado pela vida, pelas mulheres e pelo Chile. Valeu Santiago, valeu Chile!



Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Nem sempre é o que parece...

Satânico é meu pensamento a teu respeito, e ardente é o meu desejo de apertar-te em minha mão, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem. A noite era quente e calma, e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente, te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor! Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci.
Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão.
Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama, te esperar. Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força. Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos. Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo.
Só assim, livrar-me-ei de ti, pernilongo Filho da Puta!!!!

Carlos Drummond de Andrade

sábado, 15 de outubro de 2011

Show Paralamas do Sucesso - 25 anos de "Selvagem?"


Na noite do último dia 11 assistimos ao show do Paralamas do Sucesso no Opinião, comemorativo aos 25 anos (nossa!) do disco "Selvagem?" - um dos marcos do pop&rock nacional dos anos 80.

O show contou com a presença do produtor desse disco e de outros tantos igualmente importantes de várias bandas e artistas nacionais, além de ex-Mutante: o lendário Liminha, que tocou guitarra no set destinado ao Selvagem? e noutras músicas atuais do Paralamas.

Foi mais uma grande exibição dessa banda que sempre contagia o público em seus shows, e que por isso, pelas muitas músicas bacanas, pelo carisma e simplicidade de seus componentes, é uma das minhas mais queridas bandas no cenário nacional.

Obrigado aos Paralamas por mais um grande show e parabéns pela longevidade criativa!

*imagem do set-list de palco do show, conseguido pelo amigo Alvaro Gomes. O set acabou aumentado pelo segundo bis da banda.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

SHOW ERIC CLAPTON - 06/10/2011

Show do mestre ERIC CLAPTON na noite de ontem, depois de 10 anos do primeiro show que assisti do cara (Estádio Olímpico/POA em 2001).

O show musicalmente foi o que se podia esperar do grande (ou o maior) guitarrista e seus músicos de apoio excelentes - destaque para os dois tecladistas.

Confesso, porém, que fiquei frustrado... O show não foi contagiante, muito pela escolha de músicas e versões mais "tranquilas" de clássicos como Layla, ao contrário do show mais rock de 2001. Seria um clima musical perfeito para um ambiente mais adequado, como uma arena ou teatro, mas não para um espetáculo de grande público ao ar livre.

Também, tecnicamente, achei o volume baixo para a pista e a disposição dos setores também prejudicial a este setor, onde estava o maior público.

Mas, enfim, satisfeito por ter presenciado mais um show do deus da guitarra, com seus solos hipnotizantes e sua voz de bluseiro - CLAPTON IS STILL GOD!

*especial foi a companhia dos amigos que embaram junto nessa gig: Paulinho, Cláudia, Rafa, Bruna, Moa, Ariel, David, Carlinhos, Diones, Filipe e, obviamente, da Cacá. Sem esquecer o show à parte do animador de platéias, Geraldo - grande presença!

Segue abaixo o post de comentário do show copiado do Blog do Grings
(http://wp.clicrbs.com.br/grings/2011/10/07/show-com-marca-registrada-de-clapton/?topo=52,1,1,,219,e219)


Show com marca registrada de Clapton

Fotos: Mauro Vieira

Confira os detalhes da apresentação do músico inglês nessa quinta-feira na capital gaúcha

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Olhei no relógio. Um brinde a velha pontualidade britânica! 10h em ponto quando Clapton dispara o primeiro acorde de sua Fender azul (ou verde) piscina. Em apenas um lick dava pra sacar que a noite já estava ganha. No meu caso, não mais importava o desgaste de uma viagem cansativa que culminou no trânsito caótico da capital gaúcha, nem o preço do taxi mais caro da minha vida que me levou até lá. Ao sabor de um uísque com energético, Goin Down Slow de cara dá a tônica do espetáculo – o estacionamento da FIERGS parecia um pequeno (gigante) clube de blues. Detalhe negativo: uma das queixas da noite foi o som baixo em setores mais distantes do palco. Na minha opinião, tudo okay! Key To The Highway, um antigo standard de Big Bill Broozy reafirma o blues como gênero dominante do set. Relaxei e percebi que a noite seria especial. Confira a galeria de fotos.

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Hoochie Coochie Man, tema de Willie Dixon que Clapton gravou em From The Cradle (1994) leva o público ao delírio. Impossível não reparar nos cabelos brancos do baterista Steve Gadd, um gigante das baquetas que não pode ser considerado apenas um mero coadjuvante. Old Love do álbum Journeyman (1989) é o primeiro momento extensivo do Clapton “Slowhand”. Moldura propícia para um longo solo de guitarra e de piano e orgão, a cargo de Chris Staiton e Tim Carmon. Depois é a vez de Tearing Us Apart, um daqueles sons menores que parecem ganhar força quando tocado ao vivo. Driftin’ abre o set acústico ainda no cercado blueseiro. E ele segue na mesma onda com a sempre bem-vinda Nobody Knows When You Down And Out, uma canção do álbum Layla And Other Assorted Love Songs (1970), desaparecida do setlist de Clapton há tempos, ressurgida em clima de “saloon”. Destaque para os backings classudos de Michelle John e Sharon White. A esperada homenagem ao bluesman irlandês Gary Moore com a versão desplugada de Still Got The Blues é substituída por Lay Down Sally, tema alegrinho de J.J. Cale que coloca a audiência pra dançar e cantando o refrão em coro. O baixo de Willie Weeks passa a impressão de dar um novo embalo e frescor ao tema. Foi uma boa escolha.

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When Someone Thinks You Are Wonderful, única música no novo (e ótimo) álbum lançado em outubro do ano passado, empresta cores jazzistas ao espetáculo. Em inusitada versão acústica, Layla leva o público ao delírio, quase flertando com o jazz, talvez pelo fato de Clapton estar trabalhando sem um guitarrista de sideman no atual Tour, fato inédito em sua carreira nos últimos anos. Ele chegou a ter até dois guitarristas colaborando nas texturas e camadas de suas execuções no palco. Uma coisa é fato: com apenas uma guitarra o som fica mais limpo. E que guitarra! A eletricidade volta a baila com Badge, antigo cavalo de batalha do Cream que Clapton compôs em parceria com George Harrison. Wonderful Tonight é o grande momento romântico da noite, proporcionando encontros acalorados entre dezenas de casais. Before Accuse Me de Bo Diddley e Little Queen of Spades de Robert Johnson colocam o blues na roda novamente. Show de Eric Clapton sem Cocaine, não é show de Eric Clapton. A música de J.J. Cale já faz parte do metabolismo musical do inglês. Crossroads de Robert Johnson, em versão mais lenta encerra a noite batendo em exatas 1 hora e 45 minutos de espetáculo. Em tom introspectivo, Clapton raramente se reportou ao público, restringindo sua comunicação com um agradecimento no final de cada execução. Quem conhece Clapton, sabe que o homem não faz média. E nem precisa. Uma noite para ficar na memória.

Confira o setlist da apresentação em Porto Alegre.


Going Down Slow

Key to the Highway

Hoochie Coochie Man

Old Love

Tearing Us Apart

Driftin’

Noboby Known When Your Down And Out

Lay Down Sally

When Someone Thinks You Are Wonderful

Layla

Badge

Wonderful Tonight

Before You Accuse Me

Little Queen of Spades

Cocaine

Crossroads

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Um dos grandes baratos da noite foi a companhia dos amigos Danilo Fantinel e Aline Elwanger, como também rever o pessoal da Itapema Porto Alegre (Humberto Xavier e Carlos Couto). O abraço também é estendido aos brothers online @4oldtimes, @genesiojr e @ByAndressaLima

domingo, 2 de outubro de 2011

Criação do personagem (em construção)

Nome: José Carlos Ferronato

Idade: 45 anos

Estado civil: viúvo – a mulher faleceu num acidente de trânsito há 2 anos

Profissão: advogado “clínico geral”, trabalha sozinho num pequeno escritório, num grande prédio comercial antigo com 300 salas, sobre uma galeria de lojas, no centro de uma grande cidade. Tem uma secretária chamada Valesca, que dá expediente no escritório apenas no turno da tarde, cuja idade se supõe ser cinqüenta e poucos anos.

Perfil de clientes: pessoas com algum dinheiro para contratar um advogado ao invés de buscar um defensor público ou fazer justiça com as próprias mãos, geralmente envolvendo casos de família, heranças, pequenos crimes ou desavenças, consultas de todo o gênero e questões às vezes não situadas dentro do largo âmbito do Direito

Formação acadêmica: seus pais eram pobres, porém o estimularam a ler os livros que traziam da biblioteca pública, até que a leitura se tornou um hábito mantido até hoje, o que lhe deu certa erudição e uma fina ironia. Estudou em escola pública e só se formou em Direito, numa universidade privada, trabalhando como escrevente concursado da Polícia Civil. Ao se formar, há 3 anos atrás, largou a Polícia para advogar, mas mantém alguns bons amigos policiais e aprendeu muita coisa sobre a vida e as pessoas – o melhor e o pior delas.

Residência: mora em um apartamento financiado num bairro de classe média/baixa, de dois quartos, ocupando um deles com seus livros e discos

Interesses: música (sambas antigos e bossa nova), literatura, futebol e trabalho – em ordem aleatória

Situação financeira: instável e normalmente deficitária


(continua)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

R.E.M. encerra atividades??

Compartilhando a minha tristeza pelo fim de uma das minhas bandas preferidas - aquelas poucas que você não sabe ao certo qual é a mais querida.

Pelo menos tive a oportunidade de ver o memorável show que o R.E.M. fez em Porto Alegre, em Novembro de 2008, na companhia dos igualmente extasiados Cacá e Filipe.

Agora resta seguir curtindo o material já produzido pela banda...sempre e para sempre atual e original.

Pena!!!

*Segue link com a matéria sobre o anúncio do fim da banda.:

R.E.M. encerra atividades??


**Dica: dvd "TOURFILM R.E.M.", contendo gravações do show da turnê do disco GREEN. Pra mim, o melhor dvd de show que existe...

domingo, 18 de setembro de 2011

Somos lo que somos...

Color del mundo

Millones y millones. En todas las monedas. Eso es lo que cuesta averiguar si hay seres vivientes (Adanes y Evas, serpientes o gorilas, árboles o praderas) en planetas de roca o quién sabe de qué, en tanto que en este planetito con vida miles de niños mueren de hambre civilizada.

Los sentimientos se deslizan, a veces se refugian en guaridas de amor, pero cuando emergen al aire preso o libre, dan el color del mundo, no del universo inalcanzable sino del mundo chico, el contorno privado en que nos revolvemos. Gracias a ellos, a los sentimientos, tomamos conciencia de que no somos otros, sino nosotros mismos. Los sentimientos nos otorgan nombre, y con ese nombre somos lo que somos.

Mario Benedetti (escritor uruguaio), in "Vivir adrede"

domingo, 11 de setembro de 2011

O dia que (quase) mudou o mundo


Há exatos 10 anos atrás, num 11 de setembro, que deveria ser um dia de trabalho como qualquer outro, eu me assombrei com a realidade de estar vivendo um dia histórico e de conseqüências imprevisíveis. Depois de uma colega de escritório interromper a reunião pra nos dizer que os EUA estavam sendo atacados, passamos as demais horas acompanhando as cenas absurdas de aviões se chocando contra aquele imponente símbolo de uma nação poderosa. Pessoas caindo dos prédios em chamas, desmoronamentos e, sobretudo, a angústia de não se saber quem, ou o que, estava causando tudo aquilo. Como o mundo seria depois daquele dia? Bem, 10 anos se passaram. Conhecemos o potencial de um inimigo invisível e onipresente, chamado Terrorismo. Vimos guerras e perseguições promovidas pelos norte-americanos para resgatar o orgulho ferido, ou para garantir sua própria segurança e a liberdade mundial – segundo eles -, até aniquilarem o grande mentor do ataque, recentemente. Mas, ao mesmo tempo, ficou pra mim a impressão de que aquele golpe no orgulho estadunidense desencadeou o declínio da superpotência, que hoje assiste combalida o gigante econômico chinês se tornar a fábrica do mundo. De qualquer modo, apesar do que ocorreu há uma década, muita coisa ainda terá que acontecer para o Ocidente deixar de ser tão americano, se é que um dia deixará...

domingo, 4 de setembro de 2011

Uma história de duas vidas intensas


Terminada a leitura do livro “Tête-à-Tête: Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre”, de Hazel Rowley. Impressionante a intensidade da vida que levaram, como os intelectuais de maior expressão do século XX, que assumiam posições difíceis publicamente, sem se esconder atrás dos altos muros da Academia. E no plano pessoal, mantendo uma relação de amor supostamente livre, que dá muito o que pensar sobre o quanto foi realmente possível e verdadeira ou se era fruto dos complexos e fraquezas de seus protagonistas.

Um livro que vale a pena ler, sobre um casal que, de certo modo, abriu portas até então fechadas pelo preconceito e conservadorismo à sociedade ocidental.

E me fez lembrar de um dia frio de outono em Paris, em 2006 – 26 anos após a morte de Sartre e 20 anos da de Beauvoir - quando um brasileiro teve um encontro simbólico com ambos na praça que foi rebatizada com seus nomes, em Saint-Germain-des-Prés, e pediu para ter uma foto daquele momento que, na verdade, nada mais foi do que uma ínfima e anônima homenagem a quem admirava.